O cozinheiro na varanda de seu restaurante: mais maduro e à vontade para investir em criações gastronômicasEle é de origem açoriana, foi criado na França e mora em Campinas desde os 20 anos de idade. Hoje, aos 50, Théo Medeiros, tem muito que comemorar. Recebe pela quinta vez a faixa de chef do ano, e seu restaurante homônimo estreia entre os vencedores, na categoria melhor cozinha variada. Formado em Fontainebleau, ao sul de Paris, Théo fez estágios com mestres como Bernard Loiseau e, por aqui, acumulou passagens por outras duas casas antes de abrir a sua atual, onde diz se sentir mais maduro e à vontade para criar. “Os campineiros conhecem meu trabalho há bastante tempo, e essa confiança me dá liberdade para experimentar coisas novas”, afirma. Tanto é assim que metade do seu menu lista sugestões que se renovam a cada dois meses. São os chamados pratos de temporada, anunciados em lousas distribuídas pelo salão. Entre as receitas atualmente em cartaz, filés de salmão e linguado com frutos do mar chegam fumegantes à mesa sobre camada de chucrute (R$ 49,00). Na recente reforma e ampliação da cozinha, Théo manteve a churrasqueira a carvão — outro de seus trunfos —, mas já pensa em diversificar ainda mais suas possibilidades de preparo. Em breve, novos equipamentos adquiridos vão permitir, por exemplo, que alguns ingredientes sejam cozidos a vácuo, em baixa temperatura. É esperar para ver (e comer).
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