Escondido numa área residencial, o bar preserva a simplicidade reservada aos autênticos botequins. No salão, no qual se destacam apenas algumas antigas reportagens afixadas na parede, o proprietário, Giulio Spina, conta somente com o reforço de um cozinheiro e do trabalho de sua mulher, Valéria Schiezari Spina. É ela a responsável por tirar com esmero o chope, que neste ano retoma o posto de o melhor da cidade. Da marca Brahma (R$ 5,50), o líquido sai de uma antiga máquina que consome até 50 quilos de gelo para garantir a temperatura ideal da bebida, entre 2 e 3 graus. Até 500 caldeiretas são entregues nas mesas para ladear petiscos, entre os quais as oito versões de escondidinho. Sob a camada de purê de batata que caracteriza a receita pode vir carne-seca (R$ 17,90), bacalhau (R$ 19,90) ou mesmo frutos do mar (R$ 19,90). Edson Cassão, pai de Giulio e fundador da casa, está hoje longe do negócio. Mas é a ele que cabe o preparo do petisco mais afamado do lugar: o camarão-rosa com quejo empanado (R$ 11,90).
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