O Genaro Jazz Burger Café inaugura a premiação da melhor carta de drinques e a rede carioca Devassa conquista o júri como o bar revelação. Comandado pelas irmãs Juliana e Flávia Monteiro, o Rayuela Restaurante Cultural triunfa mais uma vez entre os destinos para ir a dois. Já o tradicionalíssimo Calaf leva a melhor quando o assunto é música ao vivo e endereço para paquerar. No total, são 98 lugares para petiscar e brindar. Saúde!
Verdadeira instituição da boemia brasiliense, o Beirute é daqueles botecos que parecem estacionados na história. A matriz resiste há 45 anos no mesmo ponto da Asa Sul, com suas paredes desgastadas pelo tempo (Brasília já não é mais criança...), repletas de fotos antigas, e mesas de madeira revestidas de fórmica dispostas na área externa. Atrás do balcão de inox, um velho quadro de letrinhas exibe as opções de tira-gosto, cujas receitas seguem inalteradas desde a inauguração. É o caso da esfiha de carne (R$ 3,50), do quibe frito (R$ 3,50) e do kibeirute, um quibe achatado, recheado de queijo, que vai à mesa guarnecido de molho tártaro (R$ 6,10). Igualmente consagrado é o mexuê, filé à milanesa com queijo e molho de tomate acompanhado de pão sírio (R$ 20,80). Para fazer tabelinha com as comidinhas, cervejas Antarctica (R$ 6,20), Caracu (R$ 4,80) e Beira Bier (R$ 5,50), marca própria fabricada no interior de Goiás, são entregues pelos garçons. Devidamente trajados de paletó vermelho e gravata-borboleta, muitos deles trabalham no bar há décadas e guardam histórias passadas ali sobre a política e a cultura da cidade, desde as acaloradas discussões dos movimentos estudantis até a efervescência do rock nos anos 80.
109 Sul, bloco A, lojas 2 e 4,
3244-1717. 11h/1h (qui. a sáb. até 2h). Cc: D, M e V. Cd: M, R e V.
; 107 Norte, bloco D, lojas 19 e 29,
3272-0123. 11h/1h (qui. a sáb. até 2h). Cc: D, M e V. Cd: M, R e V.
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Porn star martini (R$ 16,00), mojito (R$ 10,50) e ziggurat (R$ 14,00): clássicos e criações próprias
Dos dezessete anos em que viveu em Londres, Genaro Macedo trouxe a ideia de abrir uma hamburgueria nos moldes das que conheceu por lá. Decorou uma das paredes do endereço com páginas de revistas de moda e confiou ao amigo e chef Kleber Freitas o preparo dos sanduíches. Figuram versões como o steak mexicano, sobreposição de 160 gramas de carne, cebola-roxa caramelada, guacamole, salsa picante e queijo estepe na ciabatta redonda (R$ 24,00). Desde o ano passado, seu subsolo abriga um espaço inspirado nos speakeasies, bares clandestinos que funcionavam nos Estados Unidos durante a Lei Seca. Nem ligação direta com a rua tem: para chegar ao apertado salão, é preciso descer um lance de escada. Sofás, pufes e mesinhas baixas iluminadas por velas acolhem o público nas noites de sexta e sábado, quando bandas de jazz se apresentam ali. É o proprietário quem se encarrega de preparar as vinte misturas etílicas que compõem a carta de drinques, eleita a melhor da cidade na estreia da categoria. Leva o nome de ziggurat a combinação de vodca Skyy, licor de melão, melancia e pimenta-malagueta (R$ 14,00). Servido na companhia de um shot de espumante, o porn star martini é feito de vodca Absolut Vanilla, maracujá e limão (R$ 16,00). O capítulo dos clássicos lista mojito (R$ 10,50), cosmopolitan (R$ 16,00) e bloody mary (R$ 14,00). Mini-hambúrgueres em forma de canapé, chamados de finger burgers, são entregues como aperitivo: no espanhol, a mistura de picanha e patinho é complementada por pimentão vermelho, cebola-roxa caramelada e queijo de cabra (R$ 20,00, com seis unidades).
114 Norte, bloco A, loja 60,
3273-1525. 12h/0h (sex. e sáb. até 2h). Cc: D, M e V. Cd: M, R e V. Couvert art.: R$ 12,00 (sex. e sáb.).
www.genarojazzcafe.com.br.
O bar só abre para o público à tarde, mas o trabalho na cozinha começa cedinho, às 8 da manhã. Sob a coordenação do chef cearense Rodrigo Oliveira, três cozinheiros e dois ajudantes dão início à preparação dos quitutes que logo mais vão circular pelo salão como num rodízio, oferecidos pelos garçons de mesa em mesa. Somam-se à clássica coxinha de galinha (R$ 5,80) as versões de caranguejo (R$ 7,20) e camarão (R$ 7,50). Empadas ganham recheios de queijo, palmito e frango com brócolis (R$ 4,70 cada uma). Decorada à moda dos antigos botequins cariocas, com pé-direito alto e paredes de azulejos, a casa ainda abriga uma churrasqueira da qual saem grelhados em pequenas porções. Tem frango no leite com queijo (R$ 5,10), codorna (R$ 7,20) e linguiça de cordeiro (R$ 4,70), além de receitas mais elaboradas, a exemplo do tomate de boteco. Recheado de creme de palmito, ele é envolto em uma fina capa de filé-mignon antes de ir ao fogo (R$ 11,80). O chope Brahma, servido na caldeireta (R$ 5,20), faz companhia aos petiscos e também a pratos como o bacalhau à moda da casa, com pimentão e cebola. É entregue em uma chapa de pedra, guarnecido de arroz de brócolis e batata corada (R$ 58,60, para duas pessoas).
406 Sul, bloco D, loja 35,
3443-4344. 17h/1h (sex. 16h/2h; sáb. 12h/2h; dom. e feriados, 12h/0h). Cc: A e V. Cd: V.
Trata-se de uma trajetória marcada por acasos. Filho de catalães, o geólogo Venceslau Calaf decidiu abrir no então árido Setor Bancário Sul um restaurante despojado, dedicado à cozinha espanhola. Não tardou para que funcionários do Banco do Brasil fizessem do lugar um ponto de encontro para rodas de pagode. A música atraiu o público universitário e, com ele, a paquera. Hoje, mais de duas décadas depois, a casa assumiu definitivamente sua vocação para a balada, e durante a semana recebe a moçada com shows de samba, samba-rock, soul e outros ritmos dançantes até 4, às vezes 5 da manhã. Entre as atrações fixas, estão a banda Coisa Nossa, que há sete anos anima as sextas-feiras, e a SaiaBamba, grupo só de meninas presente às quartas. Na pista improvisada ou em mesas, bebericos ajudam a temperar o clima de azaração. Turmas de rapazes pedem cerveja Devassa (R$ 8,00 a long neck), enquanto as moças dão preferência à caipirosca (R$ 12,00). A cozinha preserva suas origens e, no serviço à la carte, prepara a paella valenciana, com frango, costela de porco e frutos do mar (R$ 80,00, para duas pessoas). Mas também aposta em porções de linguiça caseira de porco acebolada (R$ 20,00) e de pastel de charque (R$ 15,00, com dez unidades). No almoço de segunda a sexta, monta um bufê com saladas, carnes e massas (R$ 37,00 o quilo). Aos sábados, tem vez a feijoada (R$ 49,00, para dois).
SBS, Q 2, bloco S, Edifício Empire Center,
3325-7408/3447. 11h30/último cliente (fecha dom.). Cc: A, M e V. Cd: M, R e V. Couvert art.: R$ 10,00 a R$ 25,00.
www.calaf.com.br.
Batizada com o nome original do romance O Jogo da Amarelinha, do escritor argentino Julio Cortázar, a casa das irmãs Juliana e Flávia Monteiro, eleita pela sexta vez na categoria para ir a dois, nasceu com a proposta de ser uma eclética mistura de bar, café, restaurante, livraria e centro cultural. Para abrigar todas essas facetas, o imóvel no qual está instalada se divide em sete charmosos ambientes, cujas paredes servem constantemente de suporte para exposições de artistas locais. A atmosfera romântica predomina na varanda, onde estão dispostas mesas à luz de velas, e no andar superior, com sofás e pufes. Fica a cargo do chef Taciano Calixto a execução do cardápio, repleto de referências à literatura. Os Sertões, clássico de Euclides da Cunha, empresta nome à porção de pasteizinhos de angu recheados de carne (R$ 19,00, com doze unidades). Já o escondidinho de carne-seca escoltado por arroz com castanha-de-caju é chamado de sagarana (R$ 39,60), em homenagem à obra de Guimarães Rosa. Para beber a dois, sugere-se um dos cinquenta rótulos de vinho, a exemplo do Millantu (R$ 89,00), produzido pela vinícola chilena Santa Alicia com uvas cabernet sauvignon, cabernet franc e carmenère. Outra opção é o espumante nacional Rio Sol Brut Rosé (R$ 45,00).
412 Sul, bloco B, loja 3,
3346-9006. 9h/1h (seg. até 0h; sex. e sáb. até 2h; fecha dom.). Cc: D, M e V. Cd: M, R e V. Couvert art.: R$ 5,00 a R$ 15,00. Ar.
www.rayuela.com.br.
Em meio à profusão de bares que buscam inspiração no Rio de Janeiro, eis que surge na cidade uma casa genuinamente carioca. Nascida no bairro do Leblon, em 2002, a Devassa ocupa, há poucos meses, dois endereços por aqui. Um deles, no Pontão, é a maior unidade da rede em todo o país, com seis ambientes e mesas à beira do Lago Paranoá. O cardápio apresenta as cinco versões do chope produzido artesanalmente na cidade fluminense de Cachoeiras de Macacu. Entre elas estão a loura, uma pilsen bem levinha (R$ 5,40), e a ruiva, avermelhada e de alta fermentação (R$ 6,10). A sarará, elaborada com malte de trigo e de coloração mais turva, é servida em um copo alto, mais estreito na base, para evitar que a densa espuma se derrame (R$ 9,10). Há quem prefira um drinque, caso da caipiradinha, preparada com limão, tangerina, alecrim e cachaça mineira Seleta (R$ 13,90). Para fazer dobradinha com os copos, a cozinha elabora o combinado devassa, que reúne bolinho de bacalhau, croquete, mandioca frita, carne-seca e calabresa acebolada (R$ 52,90, para três pessoas). Se a opção é por um prato, o picadinho de filé-mignon vem guarnecido de arroz, feijão-preto, farofa de banana e ovo pochê (R$ 35,90).
Pontão do Lago Sul, SHIS, QL 10,
3365-1690. 17h/2h (sáb. e dom. a partir das 16h; fecha seg.). Cc: D, M e V. Cd: M, R e V. E
; 409 Sul, bloco C, loja 6,
3442-1169. 12h/2h (fecha seg.). Cc: D, M e V. Cd: M, R e V. Ar.
www.devassa.com.br.
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