Na contramão dos restaurantes paulistanos que aportaram em shoppings de Brasília no último ano, este célebre representante da cozinha portuguesa preferiu investir em um imóvel próprio. Dividida em três pavimentos, a casa com 900 metros quadrados de área venceu a disputa entre as novidades gastronômicas da capital. No elegante salão, a área de espera margeia um bar com garrafas acomodadas em prateleiras de cobre. Lá, o barman Rodrigo Costa prepara drinques como o que leva o nome da casa, uma mistura de rum, suco de abacaxi, licor 43 e grenadine (R$ 23,00). Assim como na matriz da capital paulista, o cardápio aqui leva a assinatura da chef portuguesa Ilda Vinagre, natural do Alentejo, e é executado por Francisco José Alves. Nove pratos compõem a seção de especialidades com bacalhau, entre eles a clássica versão à lagareiro, que traz uma posta da espécie mais nobre do pescado, Gadus morrhua, dourada no azeite com alho, cebola, brócolis, azeitona e batatas ao murro (R$ 128,00). O arroz de pato à nossa moda tem a ave cozida e desossada, chouriço português e azeitona verde (R$ 71,00). Toucinho do céu e siricaia, uma espécie de pudim à base de leite e ovos, são sugestões de sobremesa (R$ 24,00 cada uma). No piso superior, uma adega dedicada a vinhos tintos acomoda cerca de 800 garrafas, enquanto a do pavimento inferior, um pouco menor, guarda brancos, espumantes e rosés. A indicação do sommelier Jaime de Souza Costa é o Grandjó 2009, da região portuguesa do Douro (R$ 95,00).
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