Trata-se de uma trajetória marcada por acasos. Filho de catalães, o geólogo Venceslau Calaf decidiu abrir no árido Setor Bancário Sul um restaurante despojado, dedicado à cozinha espanhola. Não tardou para que funcionários do Banco do Brasil fizessem do lugar um ponto de encontro para rodas de pagode. A música atraiu o público universitário e, com ele, a paquera. Hoje, mais de duas décadas depois, a casa assumiu definitivamente sua vocação para a balada, e durante a semana recebe a moçada com shows de samba, samba-rock, soul e outros ritmos dançantes até 4, às vezes 5 da manhã. Entre as atrações fixas, estão a banda Coisa Nossa, que há sete anos anima as sextas da casa, e a SaiaBamba, grupo só de meninas presente às quartas. Na pista improvisada ou em mesas, bebericos ajudam a temperar o clima de azaração. Turmas de rapazes pedem cerveja Devassa (R$ 8,00 a long neck), enquanto as moças dão preferência à caipirosca (R$ 12,00). A cozinha preserva suas origens e, no serviço à la carte, prepara a paella valenciana, com frango, costela de porco e frutos do mar (R$ 80,00, para duas pessoas). Mas também aposta em porções de linguiça caseira de porco acebolada (R$ 20,00) e de pastel de charque (R$ 15,00, com dez unidades). No almoço de segunda a sexta, monta um bufê com saladas, carnes e massas (R$ 37,00 o quilo). Aos sábados, tem vez a feijoada (R$ 49,00, para dois).
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