Quinta-feira, 13 de Março de 2008

Seal: mais caro que U2 e Led Zeppelin

Junto com um espaço confortável de acústica impecável, o espetáculo de Bob Dylan na RioArena ­?ex-Arena Multiuso, futura HSBC Arena ? inaugurou um novo e assustador patamar de preços para shows na cidade, confirmado com as recém-anunciadas apresentações de Seal e de Rod Stewart na casa de Jacarepaguá.

No primeiro show aberto ao público na RioArena, os ingressos para Bob Dylan variavam entre 180 e 360 reais. Nem a laureada carreira do compositor americano ? autor de dezenas de clássicos do cancioneiro pop ? foi suficiente para cumprir a modesta tarefa de lotar os 6.000 lugares da RioArena. De acordo com a produção, foram vendidos 4.600 lugares.

Cinco dias depois, os bilhetes para Dylan viraram uma pechincha, diante das novas atrações da RioArena. Vejamos a apresentação do sumido Seal, cujas últimas lembranças estão perdidas na década de 90, quando emplacou os hits Crazy e Kiss from a rose, a música-tema do filme Batman Forever. Para o show do próximo dia 29, as cadeiras nas primeiras fileiras chegam a 500 reais ? um aumento que beira os 40% em relação a Bob Dylan. Equivale a 300 dólares ou 145 libras esterlinas. É o mesmo preço do show de Rod Stewart, no dia 5 de abril.

É difícil encontrar parâmetro até para os shows do primeiríssimo time do universo pop nas cidades mais caras do mundo. Há dois anos, o U2 cobrou entre 50 e 165 dólares (85 e 280 reais, respectivamente) em suas apresentações no Madison Square Garden, em Nova York. Nem os ingressos para o concerto único do lendário Led Zeppelin na O2 Arena, em Londres, em novembro passado, custaram tanto: as 20 mil entradas foram vendidas a 125 libras (425 reais).

E olha que o dólar, há tempos, não era tão barato por aqui...

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Segunda-feira, 10 de Março de 2008

Novo palco carioca


A Rioarena, arena multiuso construída para os Jogos Panamericanos, passou no teste. No primeiro grande show realizado ali, o de Bob Dylan e sua banda, no sábado, foi tudo impecável: o som estava ótimo; o acesso ao lugar, bem sinalizado; o estacionamento, organizado; os banheiros, limpíssimos (mesmo no final do show).
Como era a primeira vez que ia lá, confesso que estava um pouco preocupada. Será que há sinalização adequada para eu não correr o risco de me perder no caminho? Será que vou conseguir estacionar o carro com segurança, sem ter que deixá-lo à mercê de flanelinhas? Saí de lá feliz da vida por ter constatado que o Rio ganhou um belo (e muito confortável) lugar para eventos.
A arena tem o tamanho certo para shows como o de sábado. A capacidade total é de 15 000 pessoas. Para o show de sábado foram colocados à venda 6 000 ingressos (4 600 foram vendidos). Mesmo do ponto mais distante do palco a visibilidade é boa. É um prazer assistir a uma banda no palco sem precisar ficar de olho no telão para saber o que está acontecendo.
Aliás, o telão da Rioarena rendeu uma história curiosa no sábado. Por exigência de Bob Dylan, ficou desligado. Como antes da entrada do artista no palco eram exibidas imagens, logo no início do show, quando ele parou de funcionar, ouviram-se alguns gritos de ?telão, telão!?.
Fim do show, na fila dos elevadores, um dos seguranças pergunta se eu tinha gostado do show. ?Muito?, respondi.
?Mas teve muita gente que saiu antes do fim?, disse ele. ?O pessoal estava reclamando que não tinha telão. Ué, se é para ver na televisão, compra o DVD e vê em casa?, concluiu. Acho que ele estava coberto de razão...
Fica como sugestão para os administradores da casa: que tal avisar ao público, num caso como esse, que o telão não vai funcionar a pedido do artista?
Outra idéia: os bares da Rioarena poderiam servir cachorro-quente com cara de cachorro-quente...Pedir o sanduíche e receber um pão de hambúrguer, coberto por gergelim e recheado por pedacinhos de salsicha cortada em rodelinhas fica meio esquisito..

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