Tarde de cinema no Centro

Muita gente que anda na casa dos 40 tem lembranças carinhosas das sessões do cineclube Macunaíma, que aconteciam no auditório da Associação Brasileira de Imprensa. Com projeção ocasionalmente titubeante, eram exibidos ali desde os clássicos como o silencioso A Paixão de Joana D'Arc, de Carl Dreyer, a nouvelle vague representada por obras de Godard como Acossado e O demônio das Onze Horas até películas que nunca alcançaram o grande circuito, como o Rei da Vela de José Celso Martinez Corrêa. Eram tempos em que o videocassete estava longe de ser um item comum na maioria dos domicílios. Pois bem, o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio criou uma sessão de cinema que tem tudo para se tornar uma atração imperdível para os cinéfilos, bem no clima do antigo Macunaíma. Amanhã (29), às 17h, acontece a primeira sessão de Sábados Clássicos no auditório João Saldanha (80 lugares), na rua Evaristo da Veiga 16, 17º andar, no Centro. O filme escolhido para inaugurar a série não poderia ser mais apropriado: Cidadão Kane (foto), de Orson Welles. Em tempos de DVD e internet, a idéia é exibir em tela grande, com som poderoso e em sala com poltronas confortáveis, aqueles filmes que muita gente só viu na telinha. Depois da exibição, vai ter bate-papo com o crítico de cinema Marcelo Janot. E a entrada é franca.
Passear no Centro aos sábados é um programão para o dia inteiro. Há exposições imperdíveis como Novas Revelações da Família Ferrez, no Centro Cultural Banco do Brasil e a obra de Debret na Casa França-Brasil. Para repor as energias, não faltam bons restaurantes como o Casual Retrô, do Chef Santos, a Brasserie Rosário, a Casa Cosmopolita (berço do filé à Oswaldo Aranha), a Adega Flor de Coimbra e o Nova Capela (com seu clássico cabrito). E para quem quiser esticar noite adentro, o auditório do Sindicato fica a dois passos da agitação da Lapa. Bom programa.
Passear no Centro aos sábados é um programão para o dia inteiro. Há exposições imperdíveis como Novas Revelações da Família Ferrez, no Centro Cultural Banco do Brasil e a obra de Debret na Casa França-Brasil. Para repor as energias, não faltam bons restaurantes como o Casual Retrô, do Chef Santos, a Brasserie Rosário, a Casa Cosmopolita (berço do filé à Oswaldo Aranha), a Adega Flor de Coimbra e o Nova Capela (com seu clássico cabrito). E para quem quiser esticar noite adentro, o auditório do Sindicato fica a dois passos da agitação da Lapa. Bom programa.

