Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2008

Alô polícia!

A fila do banheiro feminino no Bar Itahy, no Centro, durante o desfile da Banda da Rua do Mercado, ontem à noite, era uma desolação só. Apesar de desconhecidas, as quatro moças enfileiradas tinham uma história em comum. Mal começado o carnaval, tinham sido "aliviadas" de seus celulares por mãos-leves locais.

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Lira do Delírio

Neste bloco não há rapazes fortes expondo peitorais cuidadosamente trabalhados em aparelhos de musculação. Ao som da bateria da Caprichosos de Pilares, os foliões -- funcionários e usuários do Instituto Nise da Silveira, no Engenho de Dentro -- deixam os muros do hospital psiquiátrico e fazem uma festa que movimenta todo o bairro e começa a atrair gente do resto da cidade. O Loucura Suburbana saiu ontem, no meio da tarde com o samba-enredo "Arquivos Contemporâneos que contam a história da saúde mental" e há quem descreva o desfile como poema em movimento, uma espécie de encenação ao vivo do samba Vai passar, de Chico Buarque, aquele que fala de "uma ofegante epidemia" chamada carnaval. "É um exemplo emocionante de inclusão social", diz o economista Guilherme Studart, folião de carteirinha, que costuma sair em 50 blocos por ano. "Para mim é um dos grandes momentos do carnaval do Rio e o único bloco que me faz faltar ao trabalho".

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Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008

Logo mais, a partir das 21h, o Cachaça Cinema Clube, projeto de exibição de curtas bem legal que ocupa o cinema Odeon, promete mostrar uma curiosidade pinçada na internet. Trata-se de Carnival in Rio With Arnold Schwarzenegger. No filmete, rodado nos remotos anos 80, o astro do cinema de pancadaria e atual governador da Califórnia ainda era apenas uma montanha de músculos mais conhecida como Mister Universo. Ele passeia pela cidade, diverte-se (até demais) num show de mulatas e aprende duas ou três palavras em português com mocinhas bonitas. Mais trash, impossível. Quem perder a sessão pode assistir ao filme aqui.

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Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008

Devagar com o andor

Com o carnaval na rua, já surgiram também os registros de um tumulto aqui, outro acolá. Até agora nada de muito catastrófico (ainda bem), mas não custa avisar. Vale para os blocos, nesses dias de folia, a máxima do gênio da comédia Groucho Marx, inspirada pelo filme Sansão e Dalila (1949). Intrigado com a, digamos, pujança do galã Victor Mature diante de sua colega de cena Hedy Lamarr, o mais sarcástico dos irmãos Marx disse mais ou menos o seguinte: não consigo me interessar por um filme onde os peitos do ator são maiores do que os da atriz. Atenção, portanto.

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