VEJA Rio


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2008 foi o ano …

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Da consolidação das temakerias como uma opção de fast food gostoso e saudável.

Da cozinha asiática ganhar representantes de peso pela cidade toda, do Recreio à Santa Teresa.

Dos chocolates gourmet, com especificação de origens diversas e lojas especializadas.

Da consagração de Roland Villard como chef do ano à frente da cozinha do redecorado Le Pré Catelan.

Do reconhecimento do chef Nao Hara pelo trabalho criativo que faz no Shin Miura.

Da Barra e São Conrado retornarem ao roteiro de endereços de alta gastronomia.

Da flor de sal nacional, produzida em Mossoró, figurar nos melhores cardápios da cidade.

Do arroz preto que apareceu em saladas, bolinhos, risotos.

Da quinoa virar arroz de festa.

Do caviar de tapioca, made in Claude Troisgros, e de quiabo, por Roberta Sudbrack.

Das cervejas artesanais, de diferentes procedências, ganharem espaço nas geladeiras de bares e prateleiras de supermercados.

Da polêmica cozinha tecnoemocional virar assunto nas rodinhas de chefs.

Dos botecos serem reconhecidos também pela sua cozinha.

Dos vinte anos da sorveteria Mil Frutas.

Do café jacu, adaptação nacional do kopi-luwak, deixar de ser só importado para também ser vendido por aqui.

Dos 200 anos da chegada da família virar tema de uma dúzia de livros e festivais gastronômicos.

De todo mundo tentar entender o que é comida viva.

Do suco verde (aquele feito com grãos germinados) virar uma febre.

Do Rio de Janeiro ser apontado como a capital dos melhores restaurantes do Brasil. Aqui estão três casas (SP tem apenas duas) com três estrelas na edição 2009 do Guia Brasil (Quatro Rodas): Antiquarius, Le Pré Catelan e Olympe.

Que 2009 venha recheado de tantas notícias gostosas!

Feliz Ano Novo!

Os melhores dos melhores

sábado, 27 de dezembro de 2008

Fiz uma conta rápida: levando em consideração que saio para almoçar ou jantar pelo menos cinco vezes na semana a trabalho, foram 260 refeições ao longo de 2008, a maioria com direito ao serviço completo. Se desmembrarmos esse número, podemos contar pelo menos 1040 pratos entre couvert, entrada, prato principal e sobremesa. Isso por baixo. Não é raro numa refeição feita para avaliar um restaurante que eu peça mais entradas ou sobremesas ou faça a opção pelo menu degustação. Imagina isso em calorias? Melhor nem tentar calcular …

Ainda pode somar aí mais algumas dezenas de refeições e centenas de pratos. Como qualquer pessoa que trabalha com gastronomia, mesmo que você esteja à paisana, num encontro com amigos, no almoço de domingo em família, é impossível não reparar meticulosamente no que se está comendo, prestar atenção se o prato ainda está quente, se os acompanhamentos são proporcionais à carne e por aí vai. Do boteco pé-sujo ao restaurante cinco estrelas, isso acontece, podem acreditar.

Achei justo buscar entre minhas recordações aquelas receitas que ficaram guardadas na memória.

Entrada

Roberta Sudbrack: quinoa em duas texturas com gema de ovo caipira poché e flor de sal

Parte da quinoa é cozida, outra parte frita. Uma tem textura macia, outra pipoca. A gema levemente poché se liquefaz na boca enquanto os delicados cristais de sal se encarregam de acentuar o sabor de cada ingrediente.

Prato principal

Le Pré Catelan: costeleta de tambaqui com musseline de batata-baroa defumada

Grelhada no ponto exato, levemente temperada, a carne deste peixe amazônico tem sabor delicado, levemente gorduroso e dissolve na boca de tão macia. O acompanhamento: um purê de batata que de tão aerado e leve mais parece uma musse.

Sobremesa

Gero: me perdoem a gafe, mas não lembro o nome do prato

É uma bola de sorvete de creme servida com uma crosta feita de pequenas, fofas e delicadas carolinas recheadas com creme azedinho de limão siciliano regadas de calda de chocolate, bem quente. Se é tecnoemocional não sei, mas que a receita é emocionantemente deliciosa, isso eu garanto.

Estão todos convidados a fazer sua própria eleição. Vale entrada, prato principal, sobremesa, petisco de boteco, couvert …