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Os melhores petiscos

terça-feira, 7 de julho de 2009

Numa festança que rolou ontem no Centro Cultural Carioca, na Lapa, foram anunciados os vencedores da segunda edição do Comida Di Buteco no Rio de Janeiro. Foram 31 dias, 31 botecos e 25 mil votos, 25% a mais que em 2008. Não fiz todo circuito, mas fiquei surpresa com o resultado. Dos dez primeiros colocados, estive em seis deles, e na minha listinha dos melhores petiscos, algumas colocações estariam invertidas. Mas o resultado oficial leva em consideração não só o petisco, como o atendimento, o ambiente e a temperatura da bebida. Vamos a lista com os dez primeiros colocados:

10. lugar: Pontapé – Bacalhauzinho à Dercy

9. lugar: Copão de Ouro – Caldo de siri

8. lugar: Bar Rebouças – Bolinho de camarão com Catupiry

7. lugar: Petit Paulette – Croquelette

6. lugar: Cachambeer - Costela no bafo

5. lugar: Pavão Azul - Caldinho de feijão

4. lugar: Varnhagen - Vaca atolada

3. lugar: Enchendo Linguiça - Linguiça croc

2. lugar: Original do Brás - Doce refúgio

1. lugar: Academia da Cachaça - Empada de queijo-de-coalho e alecrim (foto)

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Terceira parada: Cachambeer

segunda-feira, 22 de junho de 2009

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A primeira vista o Cachambeer é mais um clássico boteco do subúrbio, onde familiares e grupos de amigos das redondezas se reúnem em torno de um chope bem tirado e petiscos diversos. Mas não é só. Ao chegar, você é recepcionado pelo gerente, um sujeito simpático, de sorriso cativante, que logo pergunta seu nome e para quantas pessoas é a mesa. Ele se chama Zé Soares, ou simplesmente Zé, na foto abaixo. E eu, em dois segundos, virei Fernandinha. Você pode até pedir para ver o cardápio, mas se é sua primeira visita a casa, esqueça outras opções além da costela de boi, petisco inscrito no concurso Comida di Buteco. As peças ficam marinando por doze horas e depois assam por mais cinco no bafo, em churrasqueiras dispostas ali na calçada, exalando o cheirinho do assado que envolve a todos como num desenho animado. Impossível resistir. Ela nos foi servida pelo proprietário do bar, Marcelo Novaes, contador de histórias tal qual um bom dono de botequim, autor de declarações impagáveis, detentor da marca de 78 chopes num único dia (”mas era garotinho”, ah tá!). A iguaria (sim, ela foi alçada ao posto de iguaria) fica com a carne tão macia, que se solta do osso por completo, em suculentas e saborosas lascas, servidas acompanhadas por nacos de cebola al dente e uma porção de aipim frito e macio. Como não conhecia esse lugar, essa costela? Sai de lá com essa pergunta latejando na minha cabeça.

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      Rua Cachambi, 475, Cachambi, tel. 2501 8465

Segunda parada: Original do Brás

quinta-feira, 18 de junho de 2009

imagem-1279A próxima parada foi o aclamado Original do Brás, que em 2008, levou todos os prêmios: melhor higiene, temperatura de bebida, atendimento e petisco. O lugar é realmente muito bem cuidado e fiquei bastante impressionada com a limpeza do local. Paredes de azulejo branco brilhando, banheiro limpinho, de dar inveja a muito restaurante bacana da Zona Sul … o ambiente em si é muito agradável, com mesas e cadeiras de madeira (quanta diferença!), forradas com toalhas quadriculadas e uma parede decorada.

imagem-1289Fiz uma verdadeira degustação do cardápio, que começou com o jiló recheado com calabresa regado ao molho de tomate e parmesão. Em seguida, uma porção de pastel de camarão, sequinho, crocante. A diferença desse pastel é que o recheio leva camarão e um creme delicado, que passa longe de ter sido engrossado com farinha de trigo. Segundo um dos ocupantes da mesa, parecia “um estrogonofe de camarão”. Eu gostei. A empada, que também é famosa, já tinha acabado neste dia.

imagem-1284A seguir, o petisco concorrente, batizado de “Doce Refúgio”. É o nome de um samba do Luis Carlos da Vila. O sambista era frequentador assíduo do bar e sua presença por lá não passa despercebida. Há uma espécie de altar com fotos, instrumentos, reportagens sobre a figura. Contam que este samba teria sido composto na sombra de uma tamarineira. Ingrediente do delicioso molho que acompanha o lombinho de porco com farofa de torresmo, canapés folhados e empadinhas.

imagem-1285Mas, imperdível mesmo, é o petisco do ano passado: “rolê pelo subúrbio”, um bife à rolê que se desmancha em lascas, recheado com cenoura, pimentão e bacon, cozido na cerveja escura, sobre barquetas feitas de fubá, regadas com o molho do cozimento, enfeitadas com uma pimenta-biquinho. Bom demais!

Rua Guaporé, 680, Brás de Pina, tel. 3866-1313.

Primeira parada: Copão de Ouro

terça-feira, 16 de junho de 2009

Antes de sair de casa e aceitar a sugestão de rodar pelo subúrbio atrás desses botecos, é fundamental pensar no seu meio de transporte para não cair numa roubada. Tenho duas sugestões: ter um GPS em mãos ou chamar um táxi. Minha turma optou pela primeira opção e mesmo com aquele mapinha nos guiando, nos perdemos um bocado até chegar ao Copão de Ouro, ou como anuncia o letreiro, Bar da Portuguesa, o único endereço de Ramos no concurso. O clima é família total, com gente de todas as idades, casais, grupos de amigos, crianças correndo pela calçada. É ali mesmo na calçada onde ficam distribuídas as mesas, aquelas de plástico com a logomarca da cerveja, guardadas por um toldo que proteje também os vários passarinhos suspensos em gaiolas.

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imagem-1269A cerveja estava impecavelmente gelada e para acompanhar pedimos o petisco concorrente: “uma casquinha de siri em caldo”, como bem definiu um dos participantes da minha minicaravana. O caldo, espesso e cremoso, estava muito bem condimentado, sem pesar no coentro, como acontece em muitos botecos que acham que para temperar um prato ele precisa ter gosto de … coentro. Os camarões, médios, também não eram poucos e subiam do fundo da caneca em profusão. Pedimos um, dois, três … Obra (prima) de dona Donzília, responsável pela cozinha, que divide com seu filho, o vascaíno Paulo, o comando do bar. A receita é servida apenas às quartas, mas durante o concurso ficará em cartaz todos os dias da semana. Pela tigela maior paga-se R$ 10,00, enquanto a menor custa R$ 8,00.

Rua Custódio Nunes, 155, loja D, Ramos, tel. 2260-8979.

Botecando

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Fui convocada pela turma do Comida di Buteco para avaliar três bares concorrentes do concurso que acontece pela segunda vez na cidade. Encarei essa missão no último sábado. E acabei me animando, passando por outros bares participantes, que estavam perto da minha rota. Ao longo da semana irei postando sobre essas visitas. Adianto que provei uma costela assada no bafo que não precisava nem de faca e um caldinho de siri substancioso. Por enquanto aproveito para recomendar o programa e explicar como funciona o concurso que vai até 28 de junho.

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Depois de visitar o boteco participante e provar o petisco inscrito no concurso, o público (e o jurado) preenche uma ficha na qual são avaliados os seguintes itens: a qualidade do tira-gosto concorrente (70%), a temperatura da bebida (10%), a higiene do boteco (10%) e a qualidade do atendimento do estabelecimento visitado (10%). Ano passado foram 100 mil cédulas preenchidas. A lista dos botecos participantes e seus petiscos está aqui. E quem tiver passado por algum desses botecos durante o concurso, está convidado a contar o que achou.