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“Sim, senhora, chef”

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

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Criador de clássicos da cozinha internacional como os turnedôs rossini e os pêssegos melba, o chef francês Georges Auguste Escoffier garantiu seu lugar na história da gastronomia não apenas pelas iguarias que tirava de suas panelas. Em plena belle époque, na virada do século XIX para o XX, o chef ousou juntar os princípios da produção racional e da linha de montagem ao universo culinário. Foi ele quem inventou o conceito de brigada, em que cada profissional fica responsável por uma tarefa específica. Também trabalhou como um maníaco para aperfeiçoar processos e reduzir drasticamente o tempo que um pedido levava para chegar à mesa – na época era comum os comensais receberem sua refeição abaixo da temperatura ideal, tal a demora na finalização dos pratos. De tão bem-sucedidas, suas inovações se tornaram a base daquilo que chamamos de alta gastronomia. No entanto, o grande talento de Escoffier foi provocar uma brutal transformação na maneira de cozinhar sem que nenhum sinal do que ocorria nos bastidores passasse para os rebuscados salões dos restaurantes. Os clientes do Ritz de Paris ou do Savoy de Londres apreciavam as iguarias de Escoffier sem ter a menor ideia do trabalho insano que acontecia além da sala de refeições – um efeito que persiste até hoje na haute cuisine.

Para desvendar o que ocorre nos bastidores de uma operação como essa, a reportagem de VEJA RIO passou um dia em uma cozinha de padrão estelar. O restaurante escolhido foi o da chef Roberta Sudbrack, que leva seu nome e foi laureado como a melhor casa de alta gastronomia do Rio pelos jurados do especial “Comer & Beber”, edição 2009/2010. A primeira impressão que se tem é que se trata de uma sucursal do inferno, onde não faltam berros e a temperatura beira o insuportável. A própria Roberta, uma vez no posto, deixa de lado o ar afável que demonstra no salão e assume um tom marcial. A cada comanda que chega, ela grita o nome dos pratos para a equipe. Em uníssono, os funcionários respondem de seus postos já com facas, garfos, colheres e caçarolas nas mãos: “Sim, senhora, chef!”. Com três fornos acesos há pelo menos seis horas e um fogão industrial de seis bocas operando na potência máxima, a temperatura na cozinha beira os 45 graus – e chegará perto de 50 até o fim da noite, mesmo com o ar-condicionado ligado. Além das ordens da chef e das respostas do time, não se ouve uma única conversa – coisa proibida, uma vez que pode atrapalhar a comunicação entre as equipes de serviço e cozinha. Todos trabalham rapidamente no preparo e na montagem dos pratos. E eles são numerosos. No período entre 5 da tarde e 3 da manhã, no dia 21 de janeiro, saíram do pequeno espaço de 28 metros quadrados 300 pãezinhos, 500 raviólis de abóbora, 30 quilos de cordeiro, 200 colheres de brigadeiro e 150 broinhas de fubá com doce de leite. 

Aberto há cinco anos, o Roberta Sudbrack é um dos potentados gastronômicos no Rio de Janeiro, ao lado do Olympe do chef Claude Troisgros, do Le Pré Catalan de Roland Villard e do Fasano Al Mare da família Fasano. Depois de comandar a cozinha do Palácio da Alvorada durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, entre 1997 e 2003, Roberta decidiu apostar em voos mais altos e criou uma casa baseada em um menu degustação com cinco ou oito pratos servidos sucessivamente. Em uma atividade desse tipo, planejamento é tão importante quanto o talento de quem está à frente das caçarolas. A definição do que será servido acontece na véspera, em geral depois de um longo expediente de dez horas de trabalho. O contato com os fornecedores é praticamente diário. Verduras e legumes orgânicos são comprados nas feiras livres da Gávea ou do Flamengo. Os peixes vêm de Cabo Frio e são negociados por telefone. O cordeiro, muitas vezes, já está assando desde o dia anterior. Quando o primeiro funcionário chega ao sobrado laranja no Jardim Botânico, por volta das 14 horas, a ação nunca para de fato (à exceção das sextas-feiras, o lugar abre apenas para jantar). Na cozinha, a primeira missão oficial do dia é o mise en place – expressão francesa que significa “pôr no lugar”. Todos os ingredientes que entrarão no cardápio do jantar começam a ser preparados para que a finalização dos pratos seja a mais ágil possível. São tarefas mecânicas, marcadas por minúcias, como cortar cubinhos milimetricamente idênticos de abóbora ou centrifugar a polpa da fruta-do-conde para retirar os caroços, um a um.

Cada membro do time exerce um papel específico e é uma peça crucial no funcionamento da casa. Apenas na cozinha são sete pessoas além da chef. David Mello, 28 anos, responde pelo posto de rôtisseur (assador). A cada meia hora, ele abre o forno e retira de lá a paleta de cordeiro. Ele vira e revira a peça, que chegará ao salão em fatias escoltadas por lentilhas verdes, um dos pratos principais da noite. Ivonete Guedes, 38 anos, recrutada em um curso para os moradores da Rocinha e do Vidigal, é a pâtissier e responde pelos pães e pelas sobremesas. O tartare de abóbora e o aspargo branco em caramelo picante, as entradas, são responsabilidade da sous-chef Camila Coura. Basta olhar a pele clara das mãos da jovem, com marcas de cortes e queimaduras, para perceber quanto o trabalho na cozinha pode ser duro. A chef, claro, se mete em tudo. Prova os molhos e exige mais tempero. Critica o corte da carne. Briga com o pessoal do salão. Lá, estão dez garçons e o maître, que vão comunicando as preferências e o ritmo de cada mesa. Além deles, há outros cinco funcionários e ajudantes. Uma hora antes da abertura do salão, o pessoal da administração manda à chef a folha de reservas, encerrada às 15 horas. Pregada em um mural, a lista traz o nome do cliente, o horário de chegada e observações como aniversários ou restrições alimentares. Por noite, são cinquenta comensais, lotação máxima, o que significa que sairão da cozinha entre 250 e 400 pratos, dependendo do tipo de menu escolhido.

Assim como a casa das pessoas, os restaurantes também costumam refletir as características e manias de seu chef. No Sawasdee, Marcos Sodré entronizou um Buda em um canto próximo à chapa de wok para dar sorte. Os irmãos espanhóis Javier e Sergio Torres, do Eñe, mantêm um pinguim na boca da cozinha. Roberta tem um verdadeiro oratório dedicado a suas crenças religiosas um tanto quanto sincréticas. Reproduções de santos e orixás ficam alinhadas numa prateleira de aço acima da pia e recebem diariamente alguns agradinhos antes de o serviço começar. Para Iemanjá, cuja imagem ela ganhou de presente da cantora Adriana Calcanhoto, amiga e cliente, uma taça de espumante. São Lourenço, padroeiro dos cozinheiros, é presenteado com pão recém-assado, ainda quente. A Preta Velha recebe uma xícara de café Ristretto, o mais forte da linha Nespresso, tirado na hora. “Ela não gosta de café coado”, comenta Roberta, em tom de brincadeira. É um dos raros episódios de descontração. Uma vez iniciado o serviço, a cozinha opera praticamente sem interrupção, com os ajudantes preparando os pratos como se estivessem numa linha de montagem, deixando um clima de tensão e concentração máxima no ar. Durante todo o expediente, ninguém se sentará por um minuto sequer. À medida que a noite avança, os movimentos, até então ágeis, começam a dar lugar aos sinais de fadiga. Perder a concentração, no entanto, é fatal.

Não há pior pesadelo para um chef do que ver todo o seu trabalho comprometido por deslizes ou falhas. Daí o rigor com que trata sua equipe. Mesmo em um ambiente carregado de disciplina, imprevistos acontecem. Um cliente com restrições alimentares ou que simplesmente não goste de algum dos ingredientes presentes nas receitas do dia é um desafio frequente. Tais incidentes precisam ser resolvidos com agilidade e discrição, quando possível. Às vezes a situação foge ao controle. Foi o que aconteceu certa vez quando a própria chef se viu envolvida em uma acalorada discussão em pleno salão. Um cliente não se conformava com o sistema de menu degustação, sem um cardápio com mais opções de prato. “Ele não entendeu a proposta e ficou exaltado. Eu expliquei o sistema, e mesmo assim ele não ficou satisfeito. Por pouco não fui agredida na frente de todo mundo”, recorda-se a chef. Na noite da visita de VEJA RIO, o serviço transcorreu sem maiores incidentes, à exceção do fato de o estoque de pato da casa ter acabado no meio do jantar. Por volta das 10 da noite, a chef se viu obrigada a trocar o cardápio e incluir, às pressas, um prato de filé-mignon. Com isso, a equipe foi obrigada a preparar um corte de carne de emergência. Por sorte, apenas um cliente pediu a combinação que antes previa o pato – e nem percebeu a troca.

Um dos momentos mais aguardados em um restaurante da alta gastronomia é o da aparição do chef em meio ao salão para cumprimentar os clientes. Trata-se de uma tradição observada por Roberta – salvo nos dias em que o ritmo da cozinha não permite. Ainda usando a toque blanche (chapéu alto), ela felicita uma aniversariante em uma mesa e autografa um exemplar de seu livro Bom pra Cachorro, com receitas de pratos para cães, em outra. De uma admiradora, ganha de presente uma caixa de alfajores. O rosto cansado dos cozinheiros se anima novamente com sucessivas visitas e com os cumprimentos dos comensais, que começam a deixar a casa. Alguns, como o ator mexicano Gael García Bernal e Pierre Troisgros, pai de Claude, deixam bilhetes de agradecimento. Fim do expediente? Ainda não. Concluído o jantar, a tropa passa a etiquetar e armazenar os produtos, confeccionar sorvetes e preparar a levedura para o pão que será servido no dia seguinte. Tarefas que vão durar pelo menos mais uma hora e meia. Alguns dos funcionários que havia pouco estavam aprontando premiadas receitas agora, munidos de balde, esfregão, esponjas e sabão, começam a limpeza da cozinha. Sozinha, cansada, suada, mas feliz, Roberta finalmente saboreia seu jantar: um sanduíche de carne de cordeiro feito com o pão que sobrou do couvert. “Glamouroso, não?”, pergunta ela, ironicamente, entre uma mordida e outra. O momento de descanso da chef é apenas mais uma daquelas cenas que os frequentadores dos restaurantes cinco-estrelas nem imaginam quando vão embora.

Acesse aqui o vídeo dos bastidores. A matéria completa está disponível em www.vejario.com.br

Sabores de verão

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

A primeira vista não faz o mínimo sentido misturar melancia, queijo de cabra e azeitona preta numa mesma receita, certo? Também achava. Isso mesmo, achava. Provei esta salada no Market, misto de restaurante e casa de sucos que fica escondido em Ipanema, e fiquei apaixonada pela harmonia desses ingredientes. Já fiz inclusive em casa e além de ser fácil fácil de preparar, deu super certo. Lá são servidas outras saladas tão caprichadas quanto, como aquela que mistura quinoa, pepino, abobrinha, cenoura, tomate e cogumelos. Leve, saborosa, nutritiva, ideal para sair do lugar comum alface e tomate. Gostei tanto que fui atrás das receitas oficiais.

Salada de Melancia

Ingredientes

300g Melancia
20g Azeitona Preta
10g Hortelã
20g Azeite de Oliva Extra Virgem
40g Queijo de Cabra tipo Feta
1g Mix de Pimenta

Modo de preparo

Corte a melancia em cubos e tire as sementes. Pique o queijo e misture com o azeite de Oliva Extra Virgem. Corte azeitona preta e pique a hortelã. Misture com a melancia e os demais ingredientes.

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Salada de Quinoa

Ingredientes

80g Quinoa em grão pré cozida
40g Preparado de Gaspacho com tomate
20g Azeite Extra Virgem
1g Salsa
1g Ceboulette
1g Hortelã
1g Manjericão
15g Cenoura
15g Pepino Japonês
20g Abobrinha Italiana
20g Cogumelo Paris
20g Tomate Debora

Modo de preparo

Cozinhe a Quinoa em grão. Corte a abobrinha e a cenoura em pequenos cubos e cozinhe levemente. Corte o tomate e o pepino em pequenos cubos. Fatie o Cogumelo Paris e pique as ervas. Misture tudo e acrescente o azeite e o Gaspacho de tomate.

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É dia de bacalhau

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

No último final de semana a discussão lá em casa era: como faremos o bacalhau desse ano? Papo vai, papo vem, cogitamos um suflê, que já rolou em outros anos, e um escondidinho, minha especialidade. Com a temperatura elevada, acabamos decidindo por algo mais fresco como uma salada. A princípio pensei em fazer um vinagrete com pimentões para servir numa bruschetta, mas mudei de ideia depois de receber o livro Bacalhau da Noruega e temperos brasileiros, que será lançado na próxima terça (8), no Hotel Santa Teresa, pelo Conselho Norueguês da Pesca. São 61 receitas com o peixe assinadas por cozinheiros amadores e chefs profissionais. Entre eles, Flavia Quaresma, Natacha Fink, Renato Vicente, Pierre Landry, Checho Gonzales, Damien Montecer, as atrizes Rosamaria Murtinho e Zezé Motta, a poeta Elisa Lucinda, o cenógrafo e carnavalesco Fernando Pamplona.  Como o livro não será vendido, pedi para reproduzir aqui três receitas, incluindo a da salada de grão-de-bico com bacalhau, que seguirei à risca no Natal lá de casa.

SALADA DE GRÃO-DE-BICO COM BACALHAU

img_5943grao-de-bicoIngredientes
300g de peixe tipo Bacalhau Saithe, Ling ou Zarbo
desfiado e dessalgado
1 cebola grande picada
1 ramo de salsa picada
100 g de azeitona verde sem caroço
1/2 kg de grão de bico cozido
Sal, pimenta, azeite de oliva e vinagre , a gosto
 
Modo de preparo
Demolhar o grao de bico antes de cozinhar, por seis horas, no mínimo
Em panela de pressao, cozinhar o grao de bico em água salgada por 30 minutos. Juntar ao grao de bico cozido e escorrido, a cebola, a salsa e as azeitonas cortadas em lascas. Misturar com o bacalhau e temperar a gosto, com azeite, vinagre, sal e pimenta.                     
 
ESCONDIDINHO DE BACALHAU COM MANDIOQUINHA
Chef Nani Bernardo / Buffet Nani Bernardo - SP

Nani BernardoIngredientes
1,5kg de peixe tipo Bacalhau Saithe, Ling ou Zarbo, dessalgado, em pedaços
2 pimentas “dedo de moça” picadas
1 pimentão verde picado
1 pimentão vermelho picado
2 cebolas médias picadas
4 dentes de alho amassados e picados
6 colheres (sopa) de coentro picado
1,5 litro de leite de coco
Sal, a gosto
 
Mousseline de Mandioquinha
2kg de mandioquinha - “batata baroa”
4 colheres (sopa) de manteiga
500g de queijo coalho ralado
Sal, a gosto
 
Modo de preparo
Dessalgar, retirar a pele e espinhas do bacalhau e desfiar. Levar ao fogo uma panela com o azeite e a cebola picada, acrescentar  o alho, deixar dourar e juntar os pimentoes e a pimenta “dedo de moça”. Adicionar o bacalhau desfiado e mexer delicadamente, misturando bem. Acrescentar o leite de coco e cozinhar por 15 minutos . Finalmente, salpicar o coentro picado e sal a gosto, tirar do fogo e reservar. Cozinhar a mandioquinha em água e sal. Passar pelo processador apra que forme um purê bem homogêneo, “a mousseline”. Voltar ao fogo, adicionando manteiga e sal. Em uma vasilha de porcelana refratária, ou de barro, arrumar uma camada de bacalhau, cobrir com a mousseline de mandioquinha e polvilhar com o queijo coalho ralado. Levar ao forno até derreter o queijo.
 
ROCAMBOLE DE BACALHAU

img_4916rocamboleIngredientes
Massa
100 g de farinha de trigo
4 ovos
4 colheres (sopa) de água morna
1 colher(chá) de fermento em pó
Sal e pimenta , a gosto
 
Recheio
400g de peixe, tipo Bacalhau Saithe, ling ou Zarbo, desfiado e dessalgado
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
1/2 xícara (chá) de vinho branco
1 cebola picada em cubinhos
1 dente de alho picado
1/4 de xícara  (chá) de azeite de oliva
1 xícara (cha) de requeijao cremoso
Sal, pimenta e Noz moscada, a gosto.
 
Modo de preparo

Massa
Bater os ovos com a água , uma pitada de sal, noz moscada e pimenta. Juntar a farinha peneirada com o fermento. Misturar bem até ficar com consistência de massa de bolo (quase líquida). Deixar a massa descansar por dez minutos. Despejar a massa numa assadeira retangular rasa, untada com manteiga e forrada com papel manteiga. Levar ao forno pré-aquecido ‘a temperatura mínima por cerca de 10 minutos. Deixar esfriar um pouco e virar a massa sobre um pano limpo úmido.
 
Recheio
Em uma panela média, em fogo baixo, dourar a cebola em duas colheres de sopa do azeite e juntar a farinha aos poucos, sempre mexendo. Adicionar o vinho deixando-o quase secar. Acrescentar o leite pouco a pouco até ficar homogêneo e logo em seguida o requeijão, misturando bem. Juntar o bacalhau desfiado e acertar a consistência com o restante do azeite. Ajustar os temperos e deixar esfriar. Espalhar o recheio sobre a massa, utilizando o pano úmido para enrolar o rocambole.

É sopa

sábado, 13 de junho de 2009

O inverno ainda não chegou mas a temperatura já começou a baixar. Aproveitando que o trio Rosa, Lúcia e Bia Herz, mãe e filhas, está reeditando o livro Celeiro Culinária (R$ 79,00; Editora Senac Rio), que será lançado na próxima segunda (15), 19h, na livraria Argumento do Leblon, pesquei duas receitas de sopas que fazem o maior sucesso neste restaurante. A propósito, o livro é muito didático e uma mão na roda para quem gosta de cozinhar. Tem um índice com os principais ingredientes usados nos pratos e reúne receitas criativas, saudáveis por excelência, e geralmente, não muito difíceis de serem executadas. Do bolinho de cenoura ao tabule de quinoa, passando por pães, tortas salgadas, molhos, sobremesas.

sopas-cenoura-com-laranja-espinafre-com-cogumelos-batata-baroa-com-salsa-de-tomate-e-tomate-com-anetoSopa de batata-baroa com salsa de tomate

Ingredientes

2 col. (sopa) de azeite; 1 xíc. de cebola picada em cubos médios; 2 dentes de alho descascados e picados; 700g de batata-baroa descascada e cortada em cubos médios; 10 xíc. de caldo de legumes ou 4 de caldo de frango + 6 xíc. de água em temperatura ambiente; 1 col. (sopa) de sal.

Salsa de tomate

1 xícara de tomate com pele, sem semente e picado em cubos pequenos; ½ xícara de cebola cortada em cubos pequenos; 2 col. (sopa) de azeite extravirgem; 2 col. (sopa) de salsa ou manjericão picados.

Modo de fazer

Numa panela funda, refogue o azeite com a cebola e o alho. Assim que começar a dourar, acrescente a batata e dê uma leve refogada; acrescente o caldo e deixe cozinhar até que a batata baroa fique bem macia; deixe esfriar e bata no liquidificador com água; ajuste o sal; junte todos os ingredientes da salsa de tomate numa bacia pequena; na hora de servir, enfeite com a salsa por cima da sopa, ou sirva à parte.

Sopa de Cenoura com Laranja

Ingredientes

1 xícara de cebola cortada em cubos médios; ½ col. (sopa) de alho amassado; 1 ½ col. (sopa) de óleo vegetal; 900g de cenoura com casca, ralada grossa; 4 ½ xícaras de caldo de legumes ou de água fervente do cozimento de batata; 4 ½ xícaras de água fervente; 1 col. (chá) de sal; 1 col. (chá) de açúcar; ½ col. (chá) de noz-moscada; 1 col. (chá) de raspa de laranja; ½ xícara de cebolinha verde cortada em rodelas finas.

 Modo de fazer

Refogue a cebola e o alho no óleo, até que fiquem dourados; junte a cenoura, o caldo de legumes e a água, deixando cozinhar por 20 minutos; passe no liquidificador e tempere com sal, açúcar, noz-moscada e raspa de laranja; leve ao fogo novamente, deixando levantar fervura, e cozinhe por mais 10 minutos; enfeite com a cebolinha na hora de servir.

Rendimento: 6 porções

Receita da semana: salada de feijão-preto com mamão

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

43_feijao_preto_c_mamao_e_q1Outro dia escrevi aqui sobre as deliciosas e surpreendentes saladas encontradas no Celeiro, no Leblon. Surpreende também a boa forma que a casa mantém ao longo dos seus 27 anos de vida. Vejam só. O lugar é pequeno: são apenas sessenta cadeiras, divididas entre o salão e a calçada da Rua Dias Ferreira. Abre somente para almoço, de segunda a sábado. No bufê, basicamente saladas, alguns molhos, quiches, uma ou outra opção quente. Ao colocar o prato na balança, o preço assusta: o quilo passa dos R$ 70,00. Ainda assim, vive lotado e com filas. Tamanho o número de celebridade que param ali todo dia, os papparazzis montaram um QG bem na frente, para desespero de Fernanda Torres, Malu Mader, Carolina Ferraz, Guilhermina Guinle, só pra citar algumas das frequentadoras mais assíduas.

Peguei uma das receitas que circulam por ali: feijão-preto com mamão. Pode acreditar, é delicioso, além de colorida, nutritiva, simples de fazer. E nesse calorão que anda fazendo, a combinação cai como uma luva na companhia de uma salada verde ou um peixinho assado no forno.

Rendimento: 6 porções

Ingredientes

200 g de feijão preto cru

½ xícara (chá) de cebola roxa cortada em cubos pequenos

1 ½ xícara (chá) de queijo-de-minas firme cortado em cubos pequenos

2 xícaras (chá) de mamão bahia cortado em cubos médios

½ xícara (chá) de hortelã picado

Para o molho

3 colheres (sopa) de caldo de limão

1 colher (sopa) de gengibre fresco sem casa picado bem miúdo

1 colher (chá) de mel

2 colheres (sopa) de óleo de girassol

2 colheres (sopa) de azeite extravirgem

1 colher (chá) de sal marinho

Preparo

1. Em uma panela funda coloque o feijão-preto crú catado e lavado. Cubra com água fria e deixe cozinhar por aproximadamente 35 minutos ou até que fique macio sem se desmanchar. Escorra e passe na água fria
para esfriar.

2. Em uma bacia grande junte todos os ingredientes para molho e bata bem com um batedor manual.

3.  Junte o feijão-preto cozido, a cebola roxa e misture bem para que o molho envolva todos os ingredientes.

4. Na hora de servir junte o mamão, o queijo e a hortelã misturando com cuidado para não quebrar os cubos.

Rua Dias Ferreira ,199, Leblon, tel. (21) 2274-7843. 10h/18h (fecha dom.). www.celeiroculinaria.com.br

Receita da semana: macarrão com linguiça e pimentão da Rita Lee

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

ritalee_01Esta é uma colaboração do Gustavo Autran, repórter aqui da Vejinha, que saca tudo de música. Ele foi pra cozinha, com o som nas alturas, linguiça fatiada à minuta, pimentão vermelho bem picadinho, salsinha pra temperar. Vejam aí do lado como ficou. O ilustre autor da receita não é nenhum chef famoso. Foi composta pela Rita Lee, em parceria com Arnaldo Baptista. Hoje em dia acho difícil que ela ainda prove desse prato. “Parei com as drogas, inclusive carnes, doces e refrigerantes”. A receita, ou melhor, a música, faz parte do CD de estreia-solo da cantora, Build Up, lançados nos anos 70.

Ouçam aqui a versão original.

Macarrão com linguiça e pimentão

Meia xícara de chá de azeite
Duzentas (sic) gramas de linguiça calabresa, ah
Uma cebola picadinha
E um pouco de salsinha
Quatro tomates batidos no liquidificador
Dois pimentões vermelhos
Duas colheres de sopa de massa de tomate
Um tablete de caldo de carne em banho-maria

Maria
Em fogo brando, uh
Maria
E está pronto para servir

O macarrão é caracol
Pouco sal e bem enroladinho
Não se esquecendo do caldo de carne
Em banho-maria
Maria
Em fogo brando, uh
Maria
E está pronto pra você!

Receita da semana: petit gâteau de doce de leite do Carlota

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

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Tem quem ache que petit gâteau é um bolinho recheado. Sim, é. Mas não é. Na hora de preparar o quitute não são feitas duas receitas diferentes, uma para a massa e outra para o recheio. A massa é a mesma, só que com o tempo de cozimento reduzido, o recheio não chega a cozinhar e se derrama pelo prato logo na primeira colherada. É aí que está o grande mistério: acertar o tempo exato, para que não fique muito mole, nem para que vire um bolinho.

Já fiz algumas vezes essa receita do Carlota, filial carioca do bistrô comandado pela chef Carla Pernambuco em Sampa. É a minha fórmula  preferida de petit gâteau, já acertei, já errei feio, e acabei desenvolvendo uma técnica. Para medir o tempo, que é coisa cirúrgica mesmo, coloco apenas um no forno e conto os minutos. Carla Pernambuco recomenda dez minutos. No forno lá de casa levam oito minutos. E provavelmente, dependendo do forno de cada um, esse tempo vai variar mesmo. No mais, não há dificuldades, a receita é simples e deliciosamente irresistível. Quem já provou pode deixar seu testemunho na caixa de comentário.

Petit gâteau de doce de leite do Carlota
Rendimento: 8 porções

Ingredientes
200 g de doce de leite pastoso
100 g de manteiga
60 g de açúcar
40 g de farinha
2 gemas
2 ovos

Modo de fazer
1. Leve o doce de leite e a manteiga ao microondas para derreter. Misture bem até obter uma massa homogênea. 2. Adicione os ovos e as gemas e misture bem (não bata). 3. Incorpore o açúcar e a farinha peneirados. 4.  Unte as forminhas com manteiga e farinha e coloque a massa. 5. Asse em forno pré-aquecido a 200º C por 10 minutos.

Vocês querem bacalhau?

sábado, 13 de dezembro de 2008

No almoço do último domingo fui para cozinha. Comprei umas bandejas de bacalhau já desfiado, deixei de um dia para o outro na geladeira, troquei a água tres vezes e … meu escondidinho de bacalhau com batata-baroa acabou ficando salgadíssimo. Erro primário. Enfim, resolvi remexer na apuração que fiz durante a Páscoa passada para reaver informações úteis também para esta época do ano.

Para dessalgar o bacalhau:

Desfiado: 6 horas

Postas Normais: 24 horas

Postas grossas: 40 horas

Postas muito grossas: 48 horas

Tem mais: o bacalhau deve ser dessalgado imediatamente após sua compra. É mais fácil retirar a pele antes de dessalgar e hidratar. Ele deve ficar de molho dentro da geladeira. A água deve ser trocada a cada seis horas. Para congelar, primeiro dessalgue, enxugue com papel absorvente, pincele com azeite e guarde num vasilhame com tampa.

Fonte: Conselho Norueguês da Pesca

Para quem quiser exibir seus dotes culinários neste Natal, eis aqui as receitas de dois clássicos: os bolinhos de bacalhau do Nova Capela e o bacalhau à lagareiro do Antiquarius.

Bolinhos de bacalhau (Nova Capela)

Ingredientes:
1 kg de batata tipo baraca
1 kg de bacalhau dessalgado
4 gemas
4 ramos de salsa
100 ml de azeite

Modo de preparar:

Cozinhe o bacalhau até ficar macio. Limpe-o e desfie bem fininho. Cozinhe a batata e depois a amasse. Misture o bacalhau com a batata, as gemas, a salsa e o azeite. Faça os bolinhos e frite-os em óleo de soja bem quente. Sirva com azeite.

Bacalhau à Lagareiro (Antiquarius)

Ingredientes:
1 posta de bacalhau dessalgada com 250 g
Farinha de rosca para empanar
1 ovo batido
Meio copo de azeite
1 cebola grande cortada em rodelas finas
2 dentes de alho picados
6 azeitonas verdes picadas
4 ramos de brócolis americanos cozidos
1 batata grande cozida em rodelas

Modo de preparar:

Empane finamente o bacalhau no ovo e na farinha. Frite na frigideira com azeite por tempo suficiente para dourar a posta. Refogue o alho, a cebola e as azeitonas e coloque sobre o bacalhau. Leve o brócolis e as batatas ao forno na frigideira com o restante do azeite. Deixe ferver e retire. Sirva como acompanhamento.

Uma gruta portuguesa, com certeza

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Um dos últimos livros que li foi o Cozinhar é preciso - A história e as receitas portuguesas de Henriqueta Henriques e da Gruta de Santo Antônio (Editora Senac Rio; R$ 34,00), que como o próprio subtítulo já diz, fala sobre esse restaurante de Niterói, um dos melhores da cidade, se não o melhor. Tem um clima de tasca portuguesa, é informal, de ambiente simples, descontraído na medida certa. E na cozinha, imperam as fartas e calorosas receitas da terrinha que foram retratadas pelo fotógrafo Alexander Landau. Fiquei com água na boca, confesso.

Pedi para divulgar aqui duas receitas simples e fáceis, trazidas por Dona Henriqueta do caderninho de receitas lisboetas da família. Uma delas é a patanisca de bacalhau, que já provei, e posso afirmar seguramente que foi a melhor que já comi nesta terrinha. Também sou fã do arroz-doce, de uma cremosidade irreparável, sem aquela doçura exagerada. Como manda o receituário clássico, nada de leite condensado entre os ingredientes. Em breve entrarão no menu lá de casa, ora pois.  

PATANISCAS DE BACALHAU

ingredientes:

2 ovos

2 col. (sopa) de leite

1 pitadinha de pimenta-do-reino

1 pitadinha de cheiro verde

2 col. (sopa) de farinha de trigo

8 lascas de bacalhau cozido

suco de 1/2 limão

1/2 litro de azeite

modo de preparo:

1. Em uma tigela, ,bata os ovos e junte o leite, a pimenta, o cheiro-verde e a farinha de trigo. 2. Coloque as lascas de bacalhau misturadas com o suco de limão de modo que fiquem cobertas pela mistura de ovos. 3. Em uma panela, esquente bem o azeite e frite as lascas, duas de cada vez.

ARROZ-DOCE

ingredientes:

2 1/2 xic. (chá) de arroz lavado

1/2 litro de água

tiras da casca de 1 limão grande

2 litros de leite

1/2 xíc. (chá) de manteiga

6 gemas

3 xícaras de açúcar

2 col. (sopa) de canela em pó

modo de preparo:

1. Coloque a água no fogo com as cascas do limão e o arroz e deixe ferver. 2. Separe uma xícara de leite. 3. Quando o arroz começar a secar adicione o leite e vá mexendo. Deixe ferver bastante até ficar bem cozido e junte a manteiga. 4. Bata as gemas com uma colher de sopa de açúcar e junte o leite que ficou reservado. Misture bem. 5. Adicione a mistura de gemas ao arroz e deixe ferver por cinco minutos. 6. Quando estiver bem cozido, adicione o restante do açúcar, misture, apague o fogo. 7. Sirva com a canela polvilhada.

Uma dica minha: gosto de polvilhar açúcar e canela em cima do arroz-doce e queimar essa cobertura com o maçarico. Vira uma espécie de arroz-doce à francesa ou um creme brûlè português. Quem não tiver maçarico pode usar uma colher. É só colocá-la na chama do fogão, deixar esquentar bastante e fazer movimentos circulares com as costas da colher sobre o açúcar para caramelizar. Fácil, fácil e garante uma bossa a mais na receita.