Churrasquinho grego, versão 2010
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Na temporada passada foram as temakerias. No recém-iniciado 2010 os paladares estão voltados para as kebaberias, lojas onde se vende o tradicional kebab, sanduíche feito com lascas de carne assada em espetos verticais, envoltas geralmente em pão pita bem fininho. A comida típica e barata vendida nas ruas de países do Oriente Médio, bastante popular na Europa e nos Estados Unidos, não chega a ser desconhecida na cidade. Quem circula pelas ruas do Centro conhece de longa data as carrocinhas de ambulantes que vendem o chamado “churrasquinho grego” (nem sempre em condições de higiene adequadas). A novidade está na apresentação do quitute e no visual caprichado dos restaurantes. São diversos tipos de carne e acompanhamentos em lojinhas charmosas, espalhadas por alguns dos mais nobres pontos do circuito carioca.
A multiplicação desses lugares tem sido rápida. No ano passado, não existiam. Doze meses depois, já foram inaugurados cinco estabelecimentos com a mesma proposta. O mais recente, Yalla, funciona há dois meses na concorrida Rua Dias Ferreira, no Leblon, no mesmo ponto onde ficava uma temakeria, a Pop Fish. Seu cardápio é restrito: resume-se a apenas sete variedades do sanduíche, mas foi preparado com a consultoria do tradicional restaurante árabe Amir, em Copacabana. “A ideia do Yalla é servir uma comida saborosa, feita com a agilidade de um fast-food”, diz Yasmin Habre, uma das sócias da casa, que vende em torno de 250 kebabs a cada fim de semana. Até a embalagem é sofisticada. O restaurante criou um curioso invólucro de cartolina que, além de evitar acidentes causados pela profusão de molhos, traz uma explicação sobre a origem da receita. Para uma refeição rápida, que sacia a fome, o preço é razoável: entre 16 e 23 reais (acompanhada de um refrigerante).
Na mesma trilha das temakerias e redes de frozen yogurt que se espalharam pela cidade, as kebaberias cariocas já começaram a expandir seus domínios. Animada com o sucesso do sanduíche durante os feriados de Natal e Ano-Novo (foram vendidas em média 500 unidades por dia), Daniele Kanarek, dona do Laffa Kebab Store, em Ipanema, busca outros pontos no Leblon e em Copacabana. Até a tradicional rede de bares Belmonte aderiu à novidade. Na filial da Lapa, inaugurada em dezembro, foram gastos 15 000 reais na compra de um forno especial para assar a carne dos kebabs. O investimento valeu a pena: a cada dia são vendidas em média 400 porções. “Neste calor de rachar, é a companhia perfeita para um chope gelado”, sugere o dono da rede, Antonio Rodrigues.





É só tirar o telefone do gancho. E esquecer a trabalheira à beira do fogão na véspera das festas de Natal e Réveillon. Na edição desta semana, 25 sugestões de endereços onde é possível encomendar toda ceia. Quer mais?









Chico Buarque foi tradicionalista ao cantar a feijoada com arroz branco, farofa, malagueta, laranja seleta, paio, carne-seca e toucinho. Imbatível em termos de popularidade, o prato faz sucesso o ano todo, seja no verão, quando os turistas abusam dessa delícia, seja no inverno, época em que os cariocas aproveitam as temperaturas mais amenas para degustá-la com mais conforto. Uma crescente legião de devotos aprova não só a receita versada pelo compositor, como suas diferentes formas de preparo. Que tal uma feijoada alemã? Ou vegetariana? Com tempero francês? Veja três endereços para ir além do pretinho básico:
