Em memória de Jacky Ueda
Acabei de receber a notícia: Jacky Ueda, do Azumi, faleceu ontem aos 58 anos. Foi limpar a caixa d’água do seu sítio, em Niterói, no domingo, e acabou caindo da escada. Teve politraumatismo e não resistiu. O velório será amanhã a partir das 10 horas no Memorial do Carmo e terá duração de 24 horas para que seu filho chegue do Japão.

Jacky era uma figura ímpar. A princípio, bem mal humorado, de pouquíssimas palavras. Foi uma questão de tempo até conquistar sua confiança, o que só aconteceu no dia em que acompanhei a fotógrafa Selmy Yassuda, sua cliente fiel, num jantar que durou quatro horas ou mais. Acho que ele nunca soube meu nome, mas depois disso, passou ao menos a responder (algumas) de minhas perguntas. Sentada no balcão que ele comandava, aprendi a gostar de ostras grelhadas, me esbaldei inúmeras vezes com sucessivas porções de língua de boi grelhada. Provei shishito, algo parecido com um pimentão, e fígado de tamboril pela primeira vez. E comi uma infinidades de coisinhas que ele preparava para outros clientes e deixava uma provinha na minha frente. Não faço ideia do que eram. Ele só dizia: “é bom, você vai gostar”. E mais nada. Passei momentos deliciosos ali. Obrigada, Jacky.
Tags: Azumi, Copacabana, Jacky Ueda

4 de novembro de 2009 às 11:31 pm
O Rio, com certeza, perde um dos grandes, e mais discretos, mestres na culinária japonesa. Triste, mas pelo menos tivemos o prazer de conviver com ele… que seja lembrado pelas maravilhas que produzia com suas mãos e coração inspirados…
4 de novembro de 2009 às 11:56 pm
Fiquei surpreso e triste com a notícia da morte de Jacky. Frequento o Azumi há mais de 15 anos, passei muitas e muitas noites memoráveis diante de seu balcão. Ontem mesmo fui jantar lá, já meio tarde, e dei por falta dele. Na hora da saída, o pessoal me contou. Chato é que Jacky há alguns meses tinha sofrido outra queda, também em seu sítio, e tinha demorado a se recuperar. Durante esse período, o dono O’Hara e um antigo funcionário que hoje trabalha em São Paulo se revezavam no balcão, com todo o esmero. Mas Jacky é insubstituível, com seu carisma de poucos sorrisos. Obrigado, também, Jacky.
5 de novembro de 2009 às 12:10 am
Saudades, sinto imensas e profundas saudades desta figura ímpar. Linda!!!!
Obrigada Jacky por todos os momentos inesquecíveis que você proporcionou a mim, meu marido Zé e meus filhos Joana e Armando. Bjos
5 de novembro de 2009 às 2:24 am
Só tristeza…
O balcão do Azumi nunca mais será o mesmo.
Não, não era um balcão, era o templo do Jack e, nós, os fiéis seguidores.
Arigatô
5 de novembro de 2009 às 3:21 am
Acabei de ler essa triste notícia e estou chocado. Frequento o Azumi há 20 anos e meu lugar sempre foi no balcão do Jacky, desfrutando de suas maravilhosas criações, além dos sushis e sashimis. Havia algo de mágico em tudo feito por ele, por mais simples que fosse. Jacky além de grande profissional, era amigo da clientela cativa do Azumi. Quem privava um pouco de sua intimidade sabia o quanto era divertido e alegre. Vai fazer muita falta ao Azumi, pois era parte essencial deste excelente restaurante japonês. Força aos familiares, à equipe do Azumi e em especial ao Ohara, pois eram como irmãos. Aqui em casa , não tive coragem de dar essa triste notícia à essa hora da noite. Avisarei amanhã da desventura. Só me resta orar pelo amigo. Só me resta crêr que nessa hora o céu se encheu de aromas magníficos e a conversa está animada com a chegada do Jacky. Que Deus o tenha e o ampare.
Romero & Mary
5 de novembro de 2009 às 10:38 am
Jack, já estamos com samishi…
5 de novembro de 2009 às 11:57 am
Jack san, obrgado por tudo vc foi um verdadeiro amigo,vc vai está em nossos corações… samishi… Eduardo, Rosalia(Moti) e Crystal Nakahara. Arigatô
5 de novembro de 2009 às 3:26 pm
Jack, meu amigo…falar o q?
p/ mim, o Azumi era vc…
Amigo,
muito obrigado por tudo, por vc ser como é, por sua amizade, seu carinho, seu bom humor, p/comigo e minha família.
Vc é o japonês mais carioca q conheci, conheço ou conhecerei. tenha a certeza disto.
Sempre gostei muito d vc, desde o 1o dia…
Mas, porra, nem eu sabia q era tanto….
Forte abraço, meu Amigo.
Zé da Barra
5 de novembro de 2009 às 5:09 pm
fernanda,
escrevi um pequeno post sobre o assunto.
ainda estou meio chocado com a notícia.
o jackie é desses caras que te conquista facilmente!
abraço pra você!
5 de novembro de 2009 às 10:18 pm
Estamos muito tristes. O jacky foi durante todos estes anos nosso companheiro dos finais de semana no Azumi. Foi embora um pedaço da nossa vida, fico com as lembranças dos momentos e dos alimentos incríveis. muitas saudades.
5 de novembro de 2009 às 10:53 pm
Estou sem palavras. Vou ao Azumi prestar minha homenagem a esse grande mestre, a esse grande amigo.
9 de novembro de 2009 às 3:32 am
Perdemos um grande cara! Muito amigo!
Ele era como se fosse meu irmão carinhoso.
Sempre com palavras amáveis, bem humorado.
Sentí muito a sua partida….
Que Deus o tenha em seus braços….
Abraço apertado à tds os familiares.
Bjs…
9 de novembro de 2009 às 11:55 am
Copacabana chora a perda de um Mestre da culinária Japonesa….
Sentiremos saudades das brincadeiras que sempre ocorriam no balcão de grelhados mais disputado do Rio de Janeiro…
Lembro da caneca de “cha” que ficava dentro do balcão e que muitas vezes era completada com a nossa cervejinha, compartilhando os ótimos momentos ocorridos no Restaurante Azumi.
Para eu que tive o privilégio de conhecer essa pessoa maravilhosa, e estar algumas vezes no famoso balcão do Azumi, e algumas vezes jantando aqui em São Paulo, só tenho a dizer MUITO OBRIGADO POR TUDO!!!….pricipalmente pela amizade e pelo carinho que sempre demonstrava conosco…
Jacky Ueda, sentiremos muito a sua falta, mas jamais esqueceremos a pessoa maravilhosa que sempre foi….O nosso ADEUS!!!
9 de novembro de 2009 às 9:16 pm
Toda vez que o Jacky visitava a Mogi era a oprtunidade para a mamãe e os irmãos conhecerem o tipo de prato servido no Azumi, diferente de outros que existem em São Paulo.
Ele sempre falava para eu tirar férias e passar alguns dias na chácara dele.
E eu respondia que quem tinha de tirar féris era ele.
Mas ele sempre pensava no Azumi e nos clientes que ali frequentam.
Para o Jacky, o que fazia no Azumi não era trabalho cansativo. Pelo contrário, era um prazer conversar e ver as pessoas mostrarem-se satisfeitos com os pratos servidos.
Por isso não tinha motivo para descansar.
E agora, deve estar atendendo em “outro balcão” que fica do outro lado.
Ao grande irmão, grande amigo e grande mestre, muito obrigado!
13 de novembro de 2009 às 4:15 am
Eu parto com o ar
Sacudo minha neve branca ao sol que foge
Desfaço minha carne em redemoinhos de espuma,
Entrego-me ao pó para crescer nas ervas que amo;
Se queres ver-me novamente, procura-me sob teus sapatos.
Dificilmente saberás quem sou
ou o que significo.
Não obstante serei para ti boa saúde
E filtrarei e comporei teu sangue.
E se não conseguires encontrar-me, não desanimes -
O que não está numa parte esta noutra -:
N’algum lugar estarei a tua espera.
(Ite missa est. Só Walt Whitman pode expressar o que sentimos sem você, meu querido amigo)
13 de novembro de 2009 às 7:28 pm
Jakhy vc me fez nestes mais de dez anos conhecer a verdadeira cozinha japonesa , o prazer que sentiamos ao degustar os seus pratos era o mesmo que vc sentia ao prepara-los. Nossas conversas , risos e canecas de cerveja…vc não era só um chef do Azumi mas um amigo . Vou sentir muito a sua falta.
Obrigado por tudo e que Deus o tenha.
24 de novembro de 2009 às 4:06 am
Espontâno e muito carismático, Jakhy foi um verdadeiro maestro na diversidade de sabores oferecidos pela culinária japonesa. Sempre tinha uma novidade que agradava a todos os paladares.
Nos anos em que frequentamos o Azumi aprendemos que ele não era apenas um chef, era alguem que tinha muita sensibilidade para saber exatamente o desejo de seus clientes, isso é um dom, que nem mesmo o melhor manual de culinária ou os melhores mestres podem ensinar.
Seu grande diferencial era nos deixar com a sensação de exclusividade.(”tenho um pargo fresquinho para vocês!Orelha, trás KEN para a “Curitiba” e dois MOTIS para ele”)
Foi assim, com um jeito especial que ele conquistou, encantou e marcou sua presença em nossos corações e dos que tiveram o privilégio de estar em sua companhia.
Sentiremos sua falta mas com a certeza de que as boas lembranças deixadas por você serão imortalizadas em nossas memórias.
Shalom
11 de dezembro de 2009 às 7:52 pm
Estive no Azumi poucas vezes, mas sempre soube da aura que envolvia o lugar. Só pela presença de japoneses, que lá encontravam a real culinária nipônica, eu já sabia que estava no lugar certo. Foi-se Jacky, o destino é assim, ninguém melhor que os japoneses para refletir sobre quão efêmera é a vida… No sábado à noite, balcão do Azumi. No domingo de manhã, céu. Que em meio às brumas que envolvem o Monte Fuji ele repouse, em paz.
13 de janeiro de 2010 às 5:37 pm
Recebi hoje a triste noticia de que o meu irmao havia falecido. Me sinto culpado por estar tao distante e incomunicavel. Sinto angustia e tristeza por nao ter compartilhado de sua companhia mais vezes. Invejo os clientes do restaurante que para ele, eram como amigos de infancia.
Essa grande perda nos deixa com uma enorme duvida sobre a nossa existencia.
Derramo agora, lagrimas atrasadas. Me conforto com as lindas mensagens postadas.
A dor que sinto agora, a dor da perda, um dia se transformara em um sentimento de saudade. Saudades de um grande irmao de que me orgulho. Saudades de uma pessoa muito querida por todos.
Espero que voce esteja no Ceu juntamente com a nossa irma e o nosso pai.
Obrigado por tudo.
13 de janeiro de 2010 às 6:04 pm
Recebi hoje a triste noticia de que meu irmao havia falecido. Me sinto culpado por estar tao distante e incomunicavel. Sinto angustia e tristeza por nao ter compartilhado de sua companhia mais vezes. Sinto inveja dos clientes do restaurante que para ele, eram como amigos de infancia.
Essa grande perda nos faz questionar sobre a nossa existencia.
Derramo agora, lagrimas atrasadas. Me conforto com as lindas mensagens postadas.
Essa dor que sinto agora, um dia se transformara em um sentimento de saudade. Saudade de um grande irmao de que me orgulho. Saudade de uma pessoa querida por todos.
Jamais esquecerei de como voce acolheu todos em seu grande coracao.
Obrigado por ser amigo de todos.
Obrigado por ser meu irmao.
20 de janeiro de 2010 às 12:35 am
Soube da perda deste enorme amigo, a uma semana.
Fui gerente da peixaria da colônia de pescadores no posto IV em copacabana, na qual os quinze anos que por lá estive pude desfrutar do sorriso de JAKE todos os dias, sempre com seu bom humor aflorado.
Nunca em minha vida conheci alguém que todos os dias eram dias felizes como o mesmo me passava.
Muitas vezes jantamos juntos, dividiamos a cerveja, e fumavamos um cigarro no balcão de sua chapa na parte superior de seu restaurante.
Hoje muito que sei da cullinaria japonesa devo a este grande homem
ASS. ” CARLINHO CARECA ” como o mesmo me chamava
20 de janeiro de 2010 às 12:36 am
Soube da perda deste enorme amigo, a uma semana.
Fui gerente da peixaria da colônia de pescadores no posto IV em copacabana, na qual os quinze anos que por lá estive pude desfrutar do sorriso de JAKE todos os dias, sempre com seu bom humor aflorado.
Nunca em minha vida conheci alguém que todos os dias eram dias felizes como o mesmo me passava.
Muitas vezes jantamos juntos, dividiamos a cerveja, e fumavamos um cigarro no balcão de sua chapa na parte superior de seu restaurante.
Hoje muito que sei da cullinaria japonesa devo a este grande homem.
ASS. ” CARLINHO CARECA ” como o mesmo me chamava