100 coisas que os garçons nunca deveriam fazer
Saiu a segunda parte da lista que reúne as 100 coisas que os garçons nunca deveriam fazer, publicada na seção de pequenos negócios do site do The New York Times. “Não encha o copo de água a cada dois minutos” é uma das recomendações. Particulamente, uma das coisas que mais irritantes no serviço dos restaurantes, e que ironicamente acontece com frequência naqueles endereços mais sofisticados - e caros. Nesse tipo de restaurante é muito comum verificamos quantas garrafas foram consumidas só no momento de pagar a conta, porque, muitas vezes, os garçons não perguntam se podem abrir mais uma garrafa. Abrem e servem. Fica minha contribuição para a lista: “Pergunte sempre ao cliente se ele deseja consumir mais uma garrada de água”. Selecionei dez itens da lista e postei abaixo (acesse aqui a versão completa), junto com uma linda imagem feita pelo fotógrafo Fernando Lemos no Escondidinho, restaurante tradicional do Centro do Rio, onde sempre perguntam se podem abrir mais uma garrafa do que quer que seja. Aproveito para deixar uma pergunta no ar. O que pode melhorar no serviço dos restaurantes cariocas?

1. Não interrompa uma conversa. Espere o momento certo.
2. Não deduza por si só que os clientes querem que seu vinho branco fique num balde de gelo. Pergunte antes.
3. No caso do vinho tinto, pergunte se o cliente deseja se servir ou se prefere que o garçom o faça.
4. Nunca retire um prato cheio de comida sem perguntar o que deu errado. Obviamente, algo deu errado.
5. Nunca diga: “Boa escolha”, sugerindo que outras escolhas são ruins.
6. Não sirva a amuse-bouche sem detalhar os ingredientes. As alergias são um assunto sério, óleo de amendoim pode matar. (Esta também seria uma boa altura para fazer: “alguma alergia?”)
7. Não ignore uma mesa, porque não é sua mesa.
8. Não encha o copo de água a cada dois minutos, ou depois de cada gole.
9. Nunca empilhe os pratos na mesa.
10. Não desapareça.
Tags: Serviço, The New York Times

11 de novembro de 2009 às 12:37 am
Nossa, Fernanda, esse negócio da água eu escrevi certa vez no blog, me senti agora confortado e vi que não sou um ‘transtornado obsessivo’ (risos). Mesma coisa o vinho. A gente vira para o lado e eles estão servindo, derramando, decidindo o quanto nós queremos e quando queremos. Me irrita completamente. Beijos…
11 de novembro de 2009 às 11:41 am
Ai Fernanda,
Tanta coisa. Só de prestar atenção nas mesas e não na conversa entre eles já seria sensacional!
A
11 de novembro de 2009 às 5:27 pm
Outro dia no Informal do JB me aconteceu uma inédita: o garçom trouxe o prato errado e perguntou seu eu nao me importava em “comer aquilo mesmo”….surreal!
11 de novembro de 2009 às 5:35 pm
Legal!
13 de novembro de 2009 às 1:57 am
Nossa, listar tudo o que poderia ser melhorado nos retaurantes do Rio é até covardia. Do mau humor generalizado à incrível velocidade que arrancam o prato debaixo do seu nariz passando pela lerdeza em servir e pelos diálogos surreais [como este que o Paco protagonizou no Informal] eu poderia fazer uma lista de uns 50 itens fácil, fácil.
14 de novembro de 2009 às 4:13 pm
Na churrascaria fogo de chao em SP e Salvador os garçons sao muito gentis MAS eles enchem o copo a cada 30 segundo!
16 de novembro de 2009 às 5:35 am
Oi, FT! Adorei esse tópico. Imprimi, vou ler, e depois passar pra MINHA equipe. Bjk!