VEJA Rio


Dez perguntas para Roberta Sudbrack

roberta_cx_vermelha_menorO melhor e o pior de comandar a cozinha do Palácio da Alvorada?

O melhor: contribuir para dignificar os ingredientes e a riqueza da culinária brasileira. O pior: a boataria.

O que é mais difícil: servir ao presidente ou administrar o próprio restaurante?

Eu diria que são dificuldades muito diferentes. Ambas com um feixe de complexidade que consome igual quantidade de energia. A comida nos jantares oficiais, longe de ser apenas uma ocasião meramente social, é uma oportunidade de demonstrar a hospitalidade, o que contribui com a diplomacia e os interesses do País. É também um momento de expressão da nossa cultura culinária que nos permite demonstrar a sua grandiosidade, assim como a sua integração com outras culturas do mundo. Isso exige reflexão e energia, exige uma comida com um propósito agregador e que consiga traduzir a linguagem diplomática a favor dos interesses do Brasil. Engana-se quem vê nessas ocasiões meros eventos sociais ou privilégios.

O restaurante é o sonho de todo cozinheiro, e não deve ser diferente, pois o sonho alimenta a nossa energia. Mas logo se percebe que as preocupações não serão apenas com os ingredientes e as receitas. São tantos itens necessários para se chegar à “cena”, como dizem os espanhóis. A maior preocupação que surge é a sobrevivência, especialmente porque o restaurante, a empresa, transcende o seu criador. Ela passa a ter uma responsabilidade social muito grande; com a manutenção do emprego de seus colaboradores – especialmente nessa época de crise – com seus fornecedores, etc. Se não der certo, não será apenas a frustração do sonho do cozinheiro - que de uma maneira ou de outra pode ser reconstruído - mas de um conjunto de pessoas, muitos são os seus efeitos colaterais. Então, penso que em ambas as atividades – onde me realizei e me realizo -, o grau de dificuldade é da mesma grandeza.

Você disse que levou muitos ‘nãos’ de conhecidos chef do circuito Rio-São Paulo ao pedir estágio no início de sua carreira. Algum deles já se lamentou pessoalmente com você?

Não…acho que eles nem sabem! Provavelmente nem lembram e não fico remoendo o passado. Não vejo isso como uma coisa ruim, no meu caso, por exemplo, serviu para atiçar minha perseverança que felizmente é enorme. Hoje o cenário já mudou tanto que se estivesse começando agora acredito que provavelmente teria respostas diferentes. Ou não, também faz parte. Hoje sinto na pele o quanto é difícil atender a todos os pedidos que recebo. Fico triste, mas simplesmente não consigo e certamente já devo ter causado a mesma sensação de frustração em muita gente sem saber.

A cada ano você escolhe um ingrediente para protagonizar suas criações. Em 2009 é a vez do chuchu. O que lhe instigou a fazer esta escolha cheia de personalidade: o desafio de provar que chuchu tem gosto sim?

Não penso exatamente em transformar os ingredientes ditos marginais em gostosos ou interessantes, acredito que isso eles já são. Penso sempre que os ingredientes,  todos eles, possuem outras possibilidades que muitas vezes não estão óbvias, então reflito sobre isso para chegar a um resultado que seja interessante, mas acima de tudo não mascare ou transforme-os em outra coisa. Gosto que eles falem por eles mesmos.

O mais importante para mim é buscar novas dimensões desses ingredientes com respeito e reverência. Não estou interessada em começar a trabalhar com um quiabo ou o chuchu e terminar com pó de alguma coisa ou espuma de outra. A minha obsessão é trazer à tona essa personalidade oculta de tantos significados e oferecer a linguagem da alta-gastronomia para que possam se expressar. O chuchu já está na minha cabeça há algum tempo, tanto que tenho uma releitura do camarão com chuchu que já servi ao Rei Juan Carlos da Espanha quando chefiei o Palácio da Alvorada, agora parto em busca de outras dimensões  e possibilidades, na certeza de que essa máxima: “chuchu não tem gosto de nada”, pode e deve ser revista! 
 
Porque você renuncia ao título de cozinha contemporânea? Como definiria seu estilo de cozinha?

Não é que eu renuncie ao título, inclusive adoro ganhar o Prêmio da Veja Rio de Melhor Restaurante de cozinha contemporânea, é um verdadeiro orgulho para mim! Compreendo que o senso comum, especialmente na nossa organização culinária recente, aplique a classificação de contemporâneo a tudo que tenha esse sentido de tempo presente. Mas na verdade quando aplicado à culinária, a expressão cozinha contemporânea ganha contornos excessivamente genéricos e conduz a uma idéia de que a comida contemporânea é uma comida que mistura diversos ingredientes, diferentes culturas culinárias e técnicas -  em um mesmo prato, ou a simples reprodução presente de uma velha receita. De modo que essa definição infringe uma condição básica da minha cozinha que é avessa aos excessos de misturas e extremamente minimalista.

Prefiro a expressão cozinha moderna brasileira como definição de minha cozinha porque fala mais de um movimento, do que exatamente de um instante de presente ou futuro. Porque fala também de todo um pensamento culinário que vem sendo desenvolvido não só por mim, mas também por mim. A busca para preservar a memória e os sabores típicos de cada ingrediente, a produção artesanal, que permite que cada receita que eu desenvolva seja ao mesmo tempo um campo de conhecimento e um argumento do qual  me utilizo para resgatar ingredientes brasileiros pouco valorizados. Procuro a preservação da nossa herança gastronômica – sem regionalismos -  por intermédio das influências das técnicas clássicas que  não deixam de atualizar o passado, mas que antes de tudo quer sugerir uma vanguarda gastronômica, cheia de conteúdo e sensibilidade que possa ser compreendida sensorial, estética e culturalmente.

Você sente falta de não ter cursado uma grande escola de gastronomia? Quais são suas fontes de consulta?

Acho importante a escola de gastronomia, sem dúvida, mas as ofertas de hoje não existiam no passado. Quem tinha condições foi estudar lá fora e quem não tinha usou as armas de que dispunha. No meu caso força de vontade, persistência e a certeza de que tinha vindo ao mundo para cozinhar.  Tenho muito esse sentido empírico do conhecimento, o que me faz  utilizar muito a experimentação. Uso muito as viagens, que para mim sempre foram uma grande fonte de aprendizagem, não só os restaurantes dos lugares, famosos ou não, mas os mercados locais, as feiras, os supermercados, as pessoas, os balés, as exposições de arte, a música e acima de tudo os livros.

A tecnologia também possibilitou o acesso infinito às informações, aproximou o conhecimento e criou novas formas para se apreender. Mas podendo freqüentar uma escola ganha-se muito. O mercado oferece muitas opções hoje em dia, nesse particular acho que precisamos de mais ofertas no Rio e seria ótimo que as Universidades Públicas pensassem em incluir cursos de gastronomia em suas graduações. A ressalva que faço é que esses cursos precisam entrar em um novo ciclo que deixe de lado certo excesso de glamorização da profissão. Cozinha é suor e lágrimas todos os dias. É batente pesado e chão para lavar e apreender – e esse instinto esclarecedor pelas coisas nem sempre está presente nas Instituições – não dá para sair da escola num dia e achar que no outro virou chef e vai ficar famoso como Claude Troisgros! Tem que ralar – literalmente - muito.

Acredito que nesse aspecto ainda possamos melhorar muito o nível dessa discussão e aprimorar essas etapas de capacitação que serão importantíssimas para o futuro desses profissionais. Em minha opinião é preciso que os chefs e as faculdades trabalhem muito mais próximos. Não faz sentido que as escolas definam seus currículos como se não se importassem com o que virá quando o aluno deixar aquelas quatro paredes. Não é produtivo não prepará-lo desde o inicio para essa realidade. E isso diz respeito a tudo, desde a postura profissional até a maneira como ele se move na cozinha! Às vezes eu tenho um estagiário de nível superior na minha cozinha, prestes a se formar, que não sabe nem para onde corre na hora do serviço. Justamente por causa disso, desse despreparo, no terceiro dia ele já está se questionando se é aquilo mesmo o que ele quer da vida? Claro, o que venderam para ele foi um conto de fadas e a realidade é bem diferente.

Hoje a bistronomia, a popularização da cozinha de qualidade, é uma tendência no setor de restaurantes. Você acredita que essa moda pega por aqui?

Veja bem, essa idéia de caro e barato deve ser tratada de forma ponderada. Certas percepções vão se criando - muitas vezes temos até uma parcela de culpa – a partir de informações truncadas ou incompletas. Por exemplo, já li muitas vezes que o RS é caro. Não vou discutir se é ou não é. Mas vou discutir o que ofereço no RS, e nesse sentido, tenho certeza que as pessoas verão que o nosso custo benéfico é extremamente justo. Por quê? Porque estamos falando de alta gastronomia, de cozinha puramente artesanal e autoral, então não se pode pensar no RS como uma pizzaria ou um restaurante tradicional. Não vendo apenas comida e bebida, ofereço uma experiência gastronômica diária e isso tem um valor em qualquer grande cidade do mundo.

O Rio é uma Metrópole, um cartão postal do Brasil e precisa ter uma oferta de gastronomia diversificada, uma culinária como as pessoas encontram quando viajam pelo mundo. Isso faz parte do crescimento e do amadurecimento das grandes cidades e influencia o turismo e o interesse externo. A vinda do grupo Fasano, uma referência para todos nós, há alguns anos, é uma prova do potencial dessa cidade, foi de extrema importância para a cidade e para todos nós, inaugurou uma nova era de crescimento. Se olharmos as últimas premiações no setor, o Rio de Janeiro tem tido muito mais destaque que São Paulo, entretanto as pessoas têm a percepção de que os melhores restaurantes estão lá e não se incomodam de pagar “caro”por isso. Conheço muitos cariocas que fazem isso com certa sistemática.

Não estou dizendo que São Paulo não possui bons restaurantes, claro que possui, mas eles estão por aqui também, reconhecidos pelos paulistas. Por isso mesmo, recebo inúmeros paulistas no meu restaurante e não tem um dia na minha vida em que não escute: - você deveria estar em São Paulo! No inicio ficava furiosa, hoje simplesmente respondo com tranqüilidade: “Não, eu deveria estar onde eu estou.” O Rio de Janeiro foi a cidade que escolhi para viver e trabalhar. Uma cidade que tem um imenso potencial para se tornar a vanguarda da gastronomia no Brasil. Mas precisamos, todos nós, profissionais, imprensa e público, ter mais orgulho disso e tocar o bumbo, como fez e faz São Paulo até hoje.

Sobre a bistronomia, acho que ela deve ser entendida não como uma popularização da comida de qualidade, até porque existem muitos restaurantes populares com comida de qualidade. Inclusive, o Rio de Janeiro provavelmente é a cidade brasileira com mais restaurantes populares de qualidade. É preciso enxergar a bistronomia, esse movimento que nasceu e criou alicerces na Europa, pelo sentido do acesso. Não só acesso a linguagem culinária da alta gastronomia, mas a toda uma atmosfera que a envolve, a comida que traz em si significados sensoriais muitos próprios.

A bistronomia é uma espécie de xilogravura da alta-gastronomia, porque como foi para as artes plásticas, ela amplia o acesso a uma narrativa artística, no caso: a arte culinária. É por isso que acredito que a bistronomia é muito mais do que o binômio preço e qualidade. Acho também que tem muitas chances de repercussão por aqui porque o carioca é curioso, exigente e inteligente. O RS inovou trazendo essa experiência na coleção passada, com a terça básica e ampliou esse ano para mais alguns dias da semana, justamente porque tivemos muitas solicitações nesse sentido. O nosso foco é a experiência, mas é bom que as pessoas que vão e vem do teatro, do balé, do conserto, do cinema e queiram ter uma vivência gustativa mais curtinha, também possam usufruir do ambiente e do ritual de uma refeição no RS.

Uma de suas características é estar sempre presente na cozinha, o que não se vê com tanta freqüência em outros restaurantes de cozinha de autor. A presença do chef é fundamental nesse estilo de restaurante?

Só posso responder por mim. Minha equipe é muito bem preparada e é claro que algumas vezes preciso me ausentar, mas a minha prioridade é a minha cozinha. Não aceito compromissos que vão me ausentar dela por muito tempo justamente porque gosto de estar lá partilhando conhecimento, descobertas e vivências. Sou uma cozinheira que precisa desse contato, preciso estar com a mão na frigideira diariamente. Estar na cozinha para mim tem um sentido que vai além de zelar para que a execução dos meus pratos saia exatamente como eu imaginei, até porque tenho uma equipe extremamente comprometida e apaixonada. Estar ali dentro diariamente é a oportunidade de estar aprendendo com o dia a dia, assistindo de perto evolução e a renovação da minha cozinha, da minha equipe e da minha existência. Mas isso não significa que não ser possa diferente. Faço assim porque assim me sinto realizada e porque posso oferecer o que acredito no RS: o artesanato. Talvez em uma proposta diferente a minha presença não seja tão necessária.

O que você mais despreza dentro do universo da gastronomia? E o que mais admira?

Desprezo: os “gastrochatos”. Admiro: o significado oculto de cada ingrediente.

O que você comeu e não gostou?

Miolos!

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41 comentários para “Dez perguntas para Roberta Sudbrack”

  1. Entrevista Roberta Sudbrack « Tomilho disse:

    [...] à pena dar uma lida na entrevista que a Chef Roberta Sudbrack concedeu a Fernanda Thedim do Blog D.O.C. – De Origem Carioca. [...]

  2. Katia Albuquerque disse:

    Grande entrevista. Nada surpreendente, pois a Chef já se mostrou competente no que faz. Tudo que foi dito, veio confirmar todo o profissionalismo de que ela tanto preza. Somos gratificados por ter na nossa cidade uma casa do nível do RS.

  3. Paula disse:

    Sou fã número 1 da Roberta, toda vez que vou em seu restaurante saio flutuando… Delicadeza, atenção, seriedade, sofisticação, parece que a Roberta tem o dom de “acarinhar” os alimentos e fazê-los chegarem a mesa cheios de charme!!

    Prabéns pra ela, sempre!

  4. Joaquim disse:

    Fernanda ,muito boa a entrevista .Já comi muito bem em seu restaurante e já comi muito mal .Nas minhas contas ,o ruim ganha de dois a um.Não gosto nem um pouco de seu serviço ,principalmente de uma Senhora com um ar antipático que comanda o salão e de garçons descuidados com a higiene pessoal.RS é certeira em vários pratos ,mas há bobagens como a do quiabo e um prato de codorna com uma execução sofrível.Há um leitão maravilhoso e um sorvete de banana de tirar o folego.Tudo que ela faz é artezanal ,não há väcuo e outras tecnologias sem sentido,o que é muito bom.Não há duvida de que ela trabalha honestamente e vai melhorar mais.Todo gourmet é um chato ,assim como os críticos que Hemingway chamava de “prostitutas”",mas eu pergunto a alta gastronomia existiria sem eles?

  5. Bruno Camurati disse:

    Fernanda, excelente entrevista, tanto pelas perguntas quanto pelas inteligentes respostas.

  6. Joaquim disse:

    Fernanda ,o termo cozinha contemporanea é um jargão criado pela mídia,sem muito sentido.A melhor maneira de classificar as cozinhas é ainda usando a velha classificação : cozinha internacional e cozinha regional.A primeira se utiliza de técnicas clássicas e produtos adaptados ,corresponde muito mais a definição que hoje se dá a cozinha contemporanea.A segunda ,a regional não precisa de explicações ,cada país tem a sua.O que RS faz é cozinha internacional brasileira,usa técnicas clássicas com produtos brasileiros e outros que fazem parte da cozinha internacional.Tudo isso tem pouca importancia num mundo completamente globalizado,essa história de “identidade nacional”,”em busca da brasilidade perdida” ,é história para boi dormir.Há muito, comemos os índios ,os negros e os próprios brancos,hoje a identidade nacional é uma carteirinha com número,data de nascimento e nome dos pais.

  7. Roberta Sudbrack disse:

    Joaquim, vamos virar esse jogo! Quanto à senhora que comandava o salão, providências já foram tomadas, estamos em outra fase. Quanto a codorna, deixo o desafio, você me avisa e eu preparo! E vamos ver se a gente vira esse jogo!
    Abraços.

  8. Joaquim disse:

    RS , não tenho nenhuma duvida de que vc. vai ganhar de goleada,torço muito por vc.Ligarei e combinarei o dia ,vc. além de tudo é simpática e muito gentil.Um abraço.

  9. Taillevent disse:

    As respostas são previsíveis até certo ponto; essa turma que não vive sem a mídia não pode se arriscar muito, e às vezes não tem nada novo ou importante do que falar mesmo, enfim…mas achei aproveitável o conteúdo e vc está de parabéns mais uma vez Fernanda, vai acabar me levando ao RS um dia…
    abs

  10. Fernanda Thedim disse:

    Taillevent, insisto nisso. Depois nos conte.

  11. Fernanda Thedim disse:

    Joaquim,

    Cozinha internacional brasileira não seria um misto de cozinha internacional com cozinha regional? Acho que foi nesse momento, quando essas duas cozinhas começaram a se misturar, que se viu a necessidade da criação de um novo termo que delimitasse essas diferenças.

    Curiosidade: se você acha que cozinha contemporânea já não faz muito sentido, o que pensa do termo cozinha tecnoemocional?

  12. Joaquim disse:

    Fernanda ,eu não penso nada ,não vejo nenhuma possibilidade do termo vingar .Quando se diz cozinha internacional brasileira ,nada tem a ver com uma mistura de cozinha regional e cozinha internacional.O termo cozinha brasileira é utilizado como algo genérico ,produtos adaptáveis ao gosto internacional,não há rigorosamente uma comida brasileira ,mas várias comidas regionais que formam ,de uma certa maneira ,o que denominamos cozinha brasileira ou nacional.Insisto em dizer , a comida brasileira só existe enquanto cozinha internacional,quando limpamos as convergencias ,concluimos que nada nos nos une ,tudo nos separa, o que há de fato, são comidas que só interagem na disparidade dos paladares.

  13. Li disse:

    Fernanda!!!!!!!!!
    Que linda entrevista!!!!!!! Parabéns!!!!!!! É muito bom ter um espaço onde podemos ouvir boas respostas dos entrevistados!!!!!!!!!!
    Apreciadora do trabalho da Roberta, e por mérito dela, transformada em ardorosa fã, tenho algumas coisas prá dizer:
    Sou freqüentadora assídua de restaurantes q possam me causar sensações boas, e me deixar boas lembranças - o q me faz voltar ao mesmo lugar.
    Sempre levando em conta a relação custo-benefício!!!!!!!!
    Comida boa + serviço em ordem
    Comida regular + ótimo e simpático serviço
    Comida espetacular + serviço em ordem
    Comida espetacular + ótimo e simpático serviço
    Comida espetacular q faz sonhar + serviço em ordem
    ***
    O RS, na minha opinião está neste último patamar.
    A comida da Roberta prá mim, é espetacular e me faz sonhar!!!!!!!
    Ingredientes simples……..às vezes nem tanto, porém preparados de forma precisa, extraindo deles tudo o possível. E com combinações por vezes inusitadas, noutras vezes nem tanto, mas sempre de forma correta e deliciosa!
    Isso é comida de autor!!!!!!!!
    Cuisine du marché ou contemporânea, ou internacional brasileira, what ever!!!!!
    Comida boa !!!!!!! Muito boa!!!!!!!
    Daquelas que faz sonhar!!!!!!!

    Beijas!!!!!!
    Li

  14. Li disse:

    Continuando………
    Tive o privilégio de fazer algumas vezes o T&D - Teacher & Dinner uma tarde de trabalhos na cozinha e noite de degustação na Roberta Sudbrack, atividade mensal q ela promove no restaurante.
    Fiquei absolutamente encantada com a qualidade dos ingredientes!!!!!!!!!
    Da farinha aos ovos, dos azeites aos queijos, passando pelas ervas e brotos frescos e o sal!!!!!!!!!!Posso assegurar q nem na minha casa consigo manter um acêrvo de tal qualidade!!!!!!!!!!
    Sem entrar no mérito da qualidade da louça, copos, talheres, guardanapos e mais muitos detalhes!!!!!!!!!!!
    Eu ADORO detalhes!!!!!!!!!
    Sou capaz de ir 3 vezes ao banheiro só prá apreciar o quanto está impecável!!!!!!
    Tem cada tipo de gente, né????????
    Li

  15. Fernanda Thedim disse:

    Esse termo (tecnoemocional) é mesmo polêmico. Tem quem ame, quem odeie. Com relação a cozinha regional, brasileira, contemporânea, internacional, meu raciocínio segue outra lógica. Entendo o que você quer dizer com cozinha internacional brasileira e sigo achando que é uma mistura de cozinha regional e internacional, por isso a necessidade de um termo como contemporâneo para fazer essa distinção. Um bobó de camarão é uma receita regional. Uma espuma de bobó de camarão, feita a partir de ingredientes brasileiros, regionais, e técnicas internacionais, é uma receita internacional brasileira, certo? Defendo o contemporâneo por ser também um termo internacional, aplicável a qualquer cultura gastronômica. Enfim, está aí uma boa pauta para a próxima pizza!

  16. Li disse:

    Taillevent !!!!!!!!
    Vc é um mito épico!!!!!!!!
    Totalmente previsível!!!!!!!!!
    Beijas hétero ( só prá reforçar o teu preconceito!)
    Li

  17. Fernanda Thedim disse:

    Tem ainda o termo cozinha moderna brasileira, defendido pela Sudbrack … rs!

  18. Li disse:

    Joaquim!!!!!!!!!
    O boi já dormiu!!!!!!!!!!
    Acordou e quer ser feliz!!!!!!!!!!
    A Chef te chama prá sentir prazer!!!!!!!!
    Vambóra!!!!!!!!
    Dia 31 de março, estaremos em muitos do Brasil. Todos jantando na Casinha Laranja à beira do canal!!!!!!!
    Vai ser uma noite muito especial!!!!!!!!
    Venha e convide o mito épico também!!!!!!!!
    Vamos comer muito bem e inda dar boas risadas!!!!!!!!!
    Até lá!!!!!!!!
    Beijas!!!!!!!
    Li

  19. Li disse:

    ai……ai…ai…………..
    É preciso um rótulo ???????
    Comida boa é boa e pronto!!!!!!!
    Imagine se eu antes ou depois de fazer um prato precisar dizer de qual categoria ele faz parte!!!!!!!!!!!
    Ou……..se pior ainda!!!!!!!!! Não puder fazer um prato por não estar enquadrado na minha categoria de cozinha???????
    Que coisa mais babaca!!!!!!!!
    Comida boa é comida boa!!!!!!!!!
    E…qto menos tecno tiver, mais gostosa fica!!!!!!!!!
    Pas vrai??????
    Li

  20. Li disse:

    Fernanda!!!!!!!!
    Vc vem jantar conosco - umas 15 pessoas do Brasil todo - a Confraria Viva! da Roberta, em 31/03 - 3a. feira na Casinha Laranja?????
    Viva!!!!!!
    Beijas!!!!!!!
    Li

  21. Joaquim disse:

    O termo da RS é bom ,porque indica a modernidade da técnica e a valorização dos produtos nacionais.Agora daqui há 50 ahos ,como se estará se chamando a comida feita atualmente, contemporânea?Creio que quando olharmos para trás o que ficará serão os que iniciaram os grandes movimentos ,Escoffier ,Bocuse e Troigros , e Ferran Adrià,os termos serão usados como cutiosidades arqueológicas.Por fim Fernanda,uma espuma de bobó de camarão ,deve ser algo terrível ,que ninguém te ouça.Um abraço.

  22. Roberta Sudbrack disse:

    Eu voto nesse Fernanda!

  23. Taillevent disse:

    A cozinha nacional é a soma das cozinhas regionais, é o que se come no país, mesmo tendo havido influência estrangeira (aí no Rio qdo. come-se dobradinha não se pode esquecer das ‘tripas à moda do Porto’…); cozinha internacional são as receitas clássicas, coisas que vc come em quase todo lugar (’filet au poivre’, ’spaguetti à bolonhesa’); a cozinha contemporânea se apropria de qq. receita e faz releituras, inventa mesmo, acertando às vezes; cozinha tecnoemocional e molecular (Adriá & cia.) pra mim são invencionices e diversão para endinheirados; simpatizo com ‘cozinha moderna brasileira’, mas que acaba sendo contemporânea…

  24. Taillevent disse:

  25. Fernanda Thedim disse:

    Oi Li, seja muito bem-vinda por aqui! Pode parecer sacal, mas sim, na hora da burocracia (os prêmios, por exemplo) é preciso um rótulo, que vá além do bom e do ruim.

    Pois é, Joaquim. Espuma de bobó de camarão, já passei por isso sim, acredita?

  26. Fernanda Thedim disse:

    Li, dentro! Onde faço a inscrição?

  27. Li disse:

    Viva!!!!!!!!
    Já vou reservar o teu lugar! Posso, né????
    A Roberta vai curtir muito!
    Nós todos vamos curtir muito!!!!!!!!
    Beijas!
    Li

  28. Taillevent disse:

    Eu não vou perder meu tempo respondendo à um comentário que eu não entendi, e feito por uma tiete da RS - se ainda fosse do Bocuse…

  29. Joaquim disse:

    Li ,vc. está enganada a meu respeito ,não ligo para rótulos ,mas como a discussão era essa,eu dei minha opinião . É como vc. diz e eu também acredito ,só há dois tipos de comida ,a boa e a ruim.Creio que RS faz comida boa ,o que não quer dizer que ela não erre .Li ,todos nós temos os restaurantes de nossa preferência ,o meu ,principalmente porque lá nunca comi mal ,é o Olympe de Claude Troisgros,mas eu não morro afogado por ele ou por qualquer outro.

  30. Roberta Sudbrack disse:

    Taillevent, eu sou super tiete do Bocuse! Também concordamos com o termo cozinha moderna brasileira, que no final das contas, hoje em dia ainda acaba mesmo em contemporânea, concordo. Enfim, só mais alguns argumentos para te convencer a aparecer no RS… torço pela sua visita algum dia.
    Abraços!

  31. Li disse:

    Fernada, por favor, me passa teu e-mail????
    Beijas!!!!
    Li

  32. Li disse:

    Meninos!!!!!!!!
    Mais tarde venho vadiar por aqui. Agora tou na grande correria!!!!!!!
    Me aguardem, hein!!!!!!!
    Beijas!!!!!!
    Li

  33. Lisa disse:

    A Roberta Sudbrack me conquistou não so pela comida, ambiente e serviço excepcionais, mas principalmente pelas reaçoes emocionais que esse conjunto nos proporciona. Ela e sua cozinha consegue resultados “quase-perfeitos”(ela propria não gosta do termo perfeito, a busca da perfeição é o seu maior prazer), que encantam, agregam e mexe com as pessoas. Não sou assidua a restaurantes chiques ou da moda, nem moro no Brasil, mas me interesso muito pelo comer bem. As experiencias que tive no RS (inclusive um T&D maravilhoso) não saem da minha cabeça!

  34. Taillevent disse:

    Visitarei seu restaurante assim que puder Roberta.
    abs de Brasília…

  35. Ana de Bruxelas disse:

    Oi Fernanda!
    amei o ‘bate-bola’ com a Chef Roberta Sudbrack.
    Além de respeitar muito a sua cozinha fico sempre admirada com sua disponibilidade e humildade.
    Em tempos de egos prá lá de inflados ver um profissional defender sua conduta e ainda responder aos anseios de seus consumidores é de tirar o chapéu!;-)
    E sabe do que eu gosto mais, onde ela está sempre tem boas discussões sobre gastronomia.
    Ficou um gostinho de quero mais… ;-)

  36. sergio disse:

    Quando uns franceses descobriram 5% da culinária japonesa eles criaram a Nouvelle Cuisine, acredito que quando os grandes chefs ocidentais de hoje começarem a descobrir 1% da cozinha chinesa ou mais uns 5% da japonesa um grande movimento surgirá.

  37. Roberta Sudbrack disse:

    Sergio, concordo com você. Ando fascinada com a cultura chinesa e a reverência com a qual se relacionam com a cozinha. Acho que temos muito mesmo a aprender ainda.

  38. Li disse:

    Entlando na onda da revelência à cultula da China, emito minha humilde opinião…….
    Com poucos e pobres ingredientes, os chineses desenvolveram técnicas e tempêros: marinadas, conservas, vinhos de cozinha e vinagres extremamente sofisticados.
    Acho ( tudo opinião de uma observadora leiga ), q o mais importante q podemos aprender com eles é realmente o respeito e a reverência com a qual se relacionam com a cozinha. E….como entendo q cozinha, antropologia, história e geografia estejam muito relacionados, é muito bom mesmo q eles cuidem muito bem de seus alimentos, pois é tanta gente prá tão pouca comida!!!!!!!!!

    Chef Roberta Sudbrack!!!!!!!!! Repeti tuas palavras, pois só sou sua fã por partilhar de corpo e alma com tuas teorias e tuas práticas, e não com as de Paul Bocuse, tá?????

    Beijas!!!!!!!!!
    Li

  39. sergio disse:

    Não acho que um país do tamanho da China tem “poucos e pobres ingredientes”. A gente que não conhece e acha que o único tempero deles é molho de soja.
    Abraço!

  40. Chef Europa disse:

    Roberta,

    Sou Chef Brasileiro porem tenho toda minha formaçao e experiencia profissional aqui na Europa onde vivo a muitos anos nao conheço nada do seu trabalho nao porque voce nao seja importante ou conhecida ai no Brasil, nao conheço porque como vivo a realidade da alta gastronomia aqui na Europa me desliguei muito do que passa no Brasil, isso nao porque nao goste do meu pais me desliguei pelo fato de trabalhar muito e nao ter tempo de ver o que se passa fora do eixo Europeu e de outros continentes que sao referencia para a alta gastronomia. Nao e o caso da america latina ainda. Resumindo a conversa resovi escrever algo porque gostaria mesmo de lhe dar um conselho, penso que por voce ser uma Chef conhecida e respeitada ai no Brasil voce nao deveria responder este tipo de opinioes que umas sao logicas e outras nao, lembre-se que um grande Chef nao perde seu memoravel tempo em chats para banalizar suas opinioes, Roberta postura simplicidade e seriedade acima de tudo, crie seus conceitos suas receitas suas tecnicas e junto com sua equipe va melhorando sempre lembrando que voce e o maestro e maestro nao pode se desconcentrar com opinioes de qualquer plateia.

    Muito boa sorte e obrigado por fazer algo pela gastronomia do nosso pais, quando for ao Brasil de ferias passo no seu restaurante e degustarei seu menu!!!

    Comprimentos,

    Chef Brasileiro na Europa

  41. Claudia disse:

    Olha,

    Muito legal o bate-bola com a Roberta.

    A Roberta é uma simpatia e está super certa no que diz e decidiu para o restaurante dela. Eu acho ela o máximo e mesmo que existam chefs mais famosos ela é a melhor por outras razões.

    Cozinha brasileira na minha opinião diz tudo.

    Abs,

    C.

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