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Editorial

 

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22 de Outubro de 2008
Restaurantes

Os campeões do ano

* Preços coletados até outubro de 2008

Os melhores

Além de opinar sobre o melhor em cada especialidade, cada jurado fez uma lista com dez restaurantes em ordem decrescente. O primeiro recebeu 10 pontos, o segundo 9, e assim até o décimo, com 1 ponto. O quadro mostra o campeão e as outras nove melhores mesas da capital

 

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Conheça os jurados
Quadro: Como eles votaram

 

O melhor italiano
O melhor da cidade

Tudo novo de novo

 

Ingredientes brasileiros e italianos: mistura de sucesso

Vecchio Sogno
A capacidade de renovação é a marca notável da casa, que, após treze anos, apresenta um menu atual e instigante, sustentado pelo rigor técnico do chef Ivo Faria. Já são aguardadas as reformulações do cardápio, em que o chef troca até 40% dos pratos todos os anos, incluindo os que foram sucesso na temporada. Estes, para que ninguém reclame, não saem de imediato, mas ocupam uma lista intitulada "tradicionais da casa". De acordo com Ivo, a reformulação é necessária para motivar a equipe, sempre envolvida com um novo desafio. A estratégia é uma das razões do sucesso do restaurante, que nesta edição de VEJA Belo Horizonte conquista mais uma vez o título de o melhor restaurante da cidade, de acordo com a votação do júri, que o elege também o melhor italiano. Com a atenção cada vez mais voltada para os ingredientes brasileiros, o chef cria receitas como a insalatta di scampi – misto de folhas crocantes regadas com vinagrete de lichia e lagostim grelhado. Uma criação recente é o carpaccio de lagostim com creme azedo de caviar e molho de lima com ciboulette. Entre os pratos principais, fazem sucesso as borboletas de alcachofra primaveris. Trata-se de uma massa artesanal recheada com coração de alcachofras italianas e queijo brie, servida com molho de camarão, alcaparras e amêndoas. A maior parte dos 350 rótulos da carta de vinhos vem da França e da Itália, como o toscano Mocali i Piaggione Rosso 2004, vendido em garrafa ou taça. $$$$  

Rua Martim de Carvalho, 75, Santo Agostinho, (31) 3292-5251 (160 lugares). 12h/0h30 (sex. até 2h; sáb. 18h/2h; dom. até 18h). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. Cr.: V e SP. Manobr. Ar. www.vecchiosogno.com.br. Aberto em 1995.

 

Chef do ano

Ivo Faria

Quando circula pelo salão, ele faz questão de conversar com clientes mais antigos. Entra na cozinha aberta, confere o borbulhar das panelas, testa o sabor de algum ingrediente que está no fogo. Quando não aparece no restaurante, está em viagem, comandando algum festival gastronômico ou evento realizado pelo bufê que leva seu nome. Ivo Faria trabalha dessa forma, mostrando-se presente, e, como bom mineiro, mantém-se atento a todos os detalhes. Sem fazer alarde, porém. Aos 14 anos, ingressou no curso técnico de cozinha do Senac, sob inspiração da família, já que observava as avós e a mãe cozinhar com prazer, mas a vocação, essa foi descoberta por acaso. Tinha parado de estudar e resolveu fazer um curso para se qualificar. Conseguiu um emprego na área, com a ambição de se tornar, no máximo, garçom. Mas o talento o conduziu pelo caminho das caçarolas e aos 17 anos já era instrutor assistente do Senac. Mais tarde, decidiu se graduar em nutrição e dietética e conseguiu uma bolsa para estudar no Centre International de Glion, renomada escola de hotelaria na Suíça. Sempre em busca de experiências práticas, Ivo ainda trabalhou por mais de dez anos na rede Delikatessen Alpino. Toda essa bagagem foi fundamental na abertura de sua casa, há treze anos, e durante a trajetória que fez seu nome virar referência na capital mineira e no país. Pelo nono ano, Ivo Faria é eleito o chef do ano pelo júri de VEJA Belo Horizonte. Seu restaurante, o Vecchio Sogno, ganha novamente o título de o melhor da cidade. Com especial atenção aos produtos brasileiros, que surgem em receitas delicadas, de visível harmonia nas combinações, Ivo Faria deve seu reconhecimento à dinâmica que imprime em seu trabalho, transformando a cozinha em laboratório de experimentação constante, em busca de novos sabores e do aprimoramento da técnica.

 

O melhor árabe

Vila Árabe

Arroz com amêndoas e pernil de cordeiro: receitas clássicas

O bufê de especialidades libanesas, com cerca de sessenta opções de pratos quentes e frios, rendeu mais uma vez à casa o título de o melhor restaurante árabe, de acordo com a votação de VEJA Belo Horizonte, pela sexta vez consecutiva. Os proprietários Gaby e Therese Madi, libaneses, construíram em pouco tempo um consistente império árabe na capital mineira, incluindo os restaurantes Tenda do Sheik, K-bab e o Empório Vila Árabe. A ousadia para os negócios vem de longa data. Há aproximadamente três décadas, Gaby Madi chegou ao Brasil ainda garoto para fazer a vida. Com 19 anos e 20 dólares no bolso, hospedou-se em Belo Horizonte na casa de um tio, com quem começou a trabalhar. Em alguns anos, depois de aprender a língua portuguesa e juntar as primeiras economias, retornou ao Líbano, casou-se e desembarcou de vez no Brasil acompanhado da esposa. Na bagagem, trouxe receitas clássicas da cozinha libanesa. Das sugestões à la carte, a dica é provar as mezzés, uma espécie de degustação de pequenas porções, como quibe cru, salada fatuche, tabule, homus, coalhada seca e charuto de folha de uva. Outra opção é o pernil de cordeiro ao molho de ervas. Nos fins de semana e no jantar de segunda a sexta, além do bufê self-service há rodízio de grelhados, que inclui frango marinado, cafta na brasa e lingüiça árabe (de carne bovina temperada com especiarias). Nas noites de sexta e sábado, bailarinas de dança do ventre se apresentam a partir das 22 horas. $$

Rua Pernambuco, 781, Savassi, (31) 3262-1600 (360 lugares). 12h/último cliente (dom. até 17h). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. Cr.: T e V. T.: T. Couvert art.: R$ 5,00 (sex.). Manobr. (R$ 4,00). Entrega em domicílio (a partir de R$ 5,00). www.vilaarabe.com.br. Aberto em 1999.

 

Chef revelação

Guilherme Melo

Quando cursava psicologia, um colega da faculdade descobriu que Guilherme Melo tinha a gastronomia como hobby. Convidou-o para dar uma aula informal para um grupo, interessado em aprender noções básicas de cozinha. Mesmo com poucos recursos, ele selecionou receitas e criou um método didático para ensinar a turma no quintal da casa da avó. A aula foi um sucesso e o rapaz começou a pensar em desistir da carreira escolhida anteriormente. Matriculou-se no curso de gastronomia do Senac e em 2003 bateu à porta do chef Ivo Faria para pedir estágio no Vecchio Sogno, onde ficou por três meses. Passou outros dois em Barcelona, visitando restaurantes, e assim que voltou ao Brasil construiu no seu apartamento uma cozinha experimental para dar aulas temáticas, de cozinha espanhola, italiana, entre outras. Conseguiu duas turmas de oito alunos, apenas com a divulgação dos cursos por e-mail e na base da propaganda boca a boca. Só então, depois de quatro anos de sólida formação, se sentiu seguro para abrir o próprio restaurante. A certeza veio quando, à procura do imóvel, achou a casa com a enorme jabuticabeira no quintal. Naquele momento não teve dúvida de que ali funcionaria o Hermengarda, batizado com o nome da avó, com quem aprendeu as primeiras lições de culinária. Desde julho de 2007, ao lado do sócio Ronaldo Soares, Guilherme Melo trabalha o conceito que intitulou de cozinha brasileira criativa. Ingredientes regionais, como mandioca, castanhas, ora-pro-nóbis, batata-baroa, café e tapioca, são a alma das criações do chef, que, aos 33 anos, é o primeiro chef revelação eleito pelos jurados de VEJA Belo Horizonte.

 

O melhor brasileiro

Xapuri

 

Receitas no fogão a lenha: cardápio onze vezes campeão

Foi no quintal de casa que Nelsa Trombino começou a servir para os amigos as receitas típicas da cozinha mineira. Não fosse por sua paixão pela culinária, ela jamais teria superado as dificuldades iniciais para transformar o quiosque com fogão a lenha no melhor restaurante de culinária brasileira de Belo Horizonte, campeão na especialidade pelo 11º ano consecutivo, segundo os jurados de VEJA Belo Horizonte. O passeio pela Lagoa da Pampulha, no trajeto para o Xapuri (que significa lugar bom, em tupi-guarani), é um aperitivo para abrir o apetite. O ambiente com jeito de fazenda, com mesas de madeira rústica e cobertura de palha, recebe cerca de 1?000 pessoas aos domingos – dia de maior movimento, que exige uma equipe de trinta pessoas na cozinha. O prato campeão de pedidos é a costelinha da sinhá, com mandioca e feijão-tropeiro. Outras receitas que não saem do cardápio são a moranga recheada com carne-seca, o lombo assado na panela (com tutu, couve e batatas) e o picadinho de filé com ora-pro-nóbis, com arroz, feijão, angu ou creme de milho. A novidade criada por Nelsa é o carré de cordeiro com molho de hortelã e abacaxi com raspas de limão, servido com couve e mandioca cozida na manteiga de garrafa. Enquanto aguardam por uma mesa, os clientes saboreiam a porção de lingüiça artesanal (a casa vende cerca de 300 quilos por semana), com uma dose de cachaça. De sobremesa, há uma mesa de doces feitos na pequena fábrica nos fundos da casa. Entre as guloseimas, tem quindim, cocada de maracujá e doces em calda, para se servir à vontade, de uma única vez. $$

Rua Mandacaru, 260, Pampulha, (31) 3496-6198 (480 lugares). 11h/23h (sex. e sáb. até 2h; dom. e feriados até 18h; fecha seg.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. Cr.: V. www.restaurantexapuri.com.br. Aberto em 1987.

 

A melhor carne

La Victoria

 

Cortes assados lentamente, em lenha de eucalipto: matéria-prima importada

Experiente no preparo de carnes nobres, o trio de uruguaios Francisco Tomás, do Parrilla del Mercado, Jorge Rattner e Fernando Areco Motta, donos, respectivamente, do Splendido e do restaurante A Favorita, se uniu para criar uma casa semelhante às parrillas de Montevidéu e de Buenos Aires. Assados lentamente na brasa, que é alimentada com lenha de eucalipto, os cortes de carne premium foram eleitos os melhores da cidade, na opinião dos jurados de VEJA Belo Horizonte. São doze tipos, como bife ancho, bife de chorizo, picanha e assado de tira, que saem da grelha ao ponto, temperados apenas com sal grosso moído, tenros e suculentos. A maior parte da carne vem do Uruguai e da Argentina, duas vezes por semana, mas o local também trabalha com cortes nobres nacionais. Entre as sugestões, há o bife de chorizo, servido com batatas assadas, molho roquefort e creme de espinafre. Da parrilleira, churrasqueira trazida do Uruguai, ainda saem frutos do mar e peixes, como bacalhau imperial, cavaquinha e lagosta, que surgem como sugestões do dia, além do cogumelo portobello grelhado com alho, azeite e salsinha. A carta de vinhos reúne cerca de 300 rótulos, como os argentinos Henrique Foster Malbec Reserva 2003 e o Salentein Chardonnay 2005. $$$$

Rua Hudson, 675, Jardim Canadá (Nova Lima), (31) 3581-3200 (220 lugares). 19h/1h (sáb. a partir das 12h; dom. 12h/18h30; fecha seg. e ter.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. Manobr. Calefação. (R$ 50,00) www.lavictoria.com.br. Aberto em 2002.

 

O melhor francês
A melhor carta de vinhos

Taste-Vin

Harmonização perfeita: 650 rótulos e cardápio franco-brasileiro

A experiência adquirida em estágios na França, na Itália e nos Estados Unidos transformou o chef Rodrigo Fonseca num expert em vinhos. Além de testar receitas e elaborar cardápios, treinar a equipe de cozinheiros e marcar presença no salão, ele visita vinícolas no exterior para selecionar cada um dos 650 rótulos disponíveis na adega, uma das mais conceituadas do país. O estoque, com opções das mais variadas faixas de preço, inclui exemplares das principais regiões produtoras do mundo, como a Rioja, na Espanha, as francesas Bordeaux, Borgonha e Champanhe, a Califórnia, entre outras. À mesma altura dos vinhos está o cardápio criado pelo chef, que executa com perfeição as técnicas e receitas da gastronomia francesa, fazendo adaptações com ingredientes brasileiros. Como exemplos, o pork confit (costeletas de porco confit ao molho de vinho do Porto e vagens cozidas), a sopa de rabada, o coelho cozido com damasco, além dos suflês, especialidade do cardápio. Entre os sabores, fazem sucesso o de espinafre com passas e maçã, e o que leva o nome da casa, com camarão, queijo gruyère e champignons. De sobremesa, o suflê de chocolate, banana e praliné. De acordo com os jurados de VEJA Belo Horizonte, foi eleito, pela nona vez, o melhor francês, e pelo quinto ano recebe o prêmio de melhor carta de vinhos da cidade. Entre os rótulos que Rodrigo importa com exclusividade, destacam-se os franceses Côte Du Rhóne La Font Du Vent, Mácon-Villages La Grande Caille, Vouvray Sec Rougemont e Châ-teau Peybonhomme. Podem ser degustados na casa ou adquiridos na enoteca, anexa ao restaurante. $$$$

Rua Curitiba, 2105, Lourdes, (31) 3292-5423 (63 lugares). 19h30/0h (sex. e sáb. até 1h; fecha dom.). Cc.: A D, M e V. Manobr. Couvert: R$ 4,00 a R$ 13,00. Ar. Aberto em 1988.

 

O melhor japonês

Rokkon

 

Salmão, peixes brancos e atum fresquíssimos: para compor combinados de até 74 peças

Para dar conta do movimento, a rotina de entrega dos ingredientes frescos não pode falhar: do Rio de Janeiro e do Espírito Santo chegam semanalmente 250 quilos de atum, e pelo menos 100 de peixes brancos, como dourado, tainha e olho-de-boi. O salmão desembarca quatro vezes por semana, em uma quantidade que beira os 500 quilos. No comando da cozinha há três anos, o sushiman José Paulo Gonçalves confere a mercadoria, e só aceita o que estiver fresquíssimo, com cor, textura e aroma aprovados. O cuidado na seleção dos peixes, a técnica correta de corte e a bela apresentação dos pratos colocaram o japonês Rokkon (significa sexto sentido) como o melhor em sua especialidade, segundo os jurados de VEJA Belo Horizonte. De fato, as criações ousadas, mas de sabor delicado, despertam todos os sentidos durante a degustação. Entre as novidades do sushi-bar, há o carpaccio de salmão e o temaki on fire (roll de salmão recheado com shiitake, nirá e cream cheese), flambado na mesa. Outra sugestão é o sashimi darumá (dezesseis fatias de atum marinado, levemente grelhadas) e os combinados, com até 74 peças. Uma parte do salão, dividido em vários ambientes de decoração moderna, é reservada à grelha, de onde saem as robatas – espetinhos de peixes, frutos do mar, carnes e legumes. Entre as 30 opções, destaque para as de lagosta, lula recheada com shimeji, acelga com bacon, queijo de coalho com melaço, polvo com molho de páprica e batata. A unidade do Pátio Savassi apresenta bufê por quilo na hora do almoço. $$$

Avenida do Contorno, 6061, loja 237, Pátio Savassi, Savassi, (31) 3288-3788 (100 lugares). 12h/0h (qui. a sáb. até 1h). Cc.: M, V e A. Cd.: M, R e V. (R$ 3,20). Ar. Entrega em domicílio. ; Rua São Paulo, 2164, Lourdes, (31) 3275-2940 (150 lugares). 18h/0h (dom. a partir das 13h). Cc.: M, V e A. Cd.: M, R e V. Ar. Entrega em domicílio. www.rokkon.com.br. Aberto em 1998.

 

O melhor pescado

Atlantico

 

Estréia promissora: matéria-prima vinda do litoral fluminense e do Espírito Santo

Inaugurado no início de 2008, o restaurante chegou para fazer história. Nem completou seu primeiro ano e já levou o prêmio de melhor casa de pescados da cidade, de acordo com o júri de VEJA Belo Horizonte. A estréia de sucesso na especialidade tem por trás o conhecimento da dupla de empresários Tomaz Gomide e Marcos Calmon, proprietários do Gomide. Apreciador de pescados, Tomaz tem uma casa de praia em Búzios (RJ), de onde trouxe a idéia de servir frutos do mar e peixes inteiros, com pele, na brasa. O segredo é preservar o sabor natural desses ingredientes, que são temperados apenas com sal e um pouco de azeite com alho. Além de pargo, são assados na brasa olho-de-cão, cavaquinha, trilha, camarões, lagostins, lagosta e bacalhau. Os produtos chegam às terças e sextas, a maior parte do litoral fluminense, e a lagosta vem do Espírito Santo. Para mantê-los frescos – jamais congelados – o restaurante montou uma peixaria, na qual há câmaras refrigeradas a 2 graus, sem contato com oxigênio. Quem comanda a cozinha é o chef Vladimir Wingler, que trabalhou no Satyricon, no Rio, de onde trouxe técnicas apuradas para preparar os peixes e crustáceos, do tempero ao tempo de brasa. Como acompanhamento, é possível pedir arroz com limão, espinafre refogado, batatas assadas, tagliatelle com manteiga e sálvia, entre outros. A decoração da casa, que tem área ao ar livre, com mesas que avançam pela calçada e cadeiras de fibra, alude ao clima de praia. Às sextas, tem festival de ostras até as 17 horas, a preço fixo. E no almoço executivo, de segunda a sexta, o cardápio apresenta, respectivamente, lagosta ao termidor, moqueca de camarão, arroz de bacalhau, arroz de polvo e espaguete ao vôngole. A carta de vinhos lista 170 rótulos, com boa oferta de brancos e espumantes, degustados também em taça.

Rua São Paulo, 1984, Lourdes, (31) 3275-3384. 12h/0h (dom. 12h/17h). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Aberto em 2008.

 

A melhor pizza

Olegário Pizza e Forneria

 

Produção expressa: três fornos para assar os discos

Na disputa que definiu a melhor pizza da cidade, segundo o júri de VEJA Belo Horizonte, a Olegário Pizza e Forneria reuniu os melhores ingredientes para vencer na especialidade: rigor técnico para assar as redondas, ingredientes de primeira e a experiência de quem está nos bastidores do negócio. Os sócios, João Emílio Gonçalves Soares e os irmãos Pedro e Agilberto Martins, são veteranos no ramo gastronômico, no comando dos restaurantes Villa Madalena, Santa Fé e da choperia Germano. Tudo na casa foi feito para impressionar, a começar pela decoração do ambiente de 500 metros quadrados, com mesas na varanda envidraçada e no salão, que mistura elementos rústicos e modernos, com peças de demolição, paredes de pedra, adega climatizada e iluminação indireta. Para prepararem as pizzas que saem dos três fornos a lenha, construídos por um artesão paulista, os proprietários recebem uma farinha especial, produzida com exclusividade. Entre as quarenta opções de coberturas para a massa fina, destaque para a estrada real (carne-de-sol desfiada, cebola roxa, queijo do Serro, catupiry e salsinha), a caprese (mussarela de búfala, pesto de manjericão e tomates frescos) e a olegário (pancetta artesanal, ovos cozidos, cebola e pimentões em tiras). O cliente pode ainda criar a sua combinação, escolhendo até cinco ingredientes. Como aperitivo, tem as pizzetes, pequenos discos com cobertura de aliche, shiitake com alho-poró, entre outras. Entre as sobremesas, a de chocolate leva licor de cacau e creme de leite fresco. Para beber, a casa dispõe de um sommelier para sugerir a melhor harmonização entre os discos e os 250 rótulos. $$

Avenida Olegário Maciel, 1748, Lourdes, (31) 3292-4692 e 3337-4446 (200 lugares). 18h/último cliente. Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. (R$ 5,00). Ar. ; Rua Gonçalves Dias, 2001, Supermercado Super Nosso, Express, Lourdes, (31) 3291-5050 (50 lugares). 11h30/23h (dom. até 22h). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. Cr.: T e V. T.: T e V. Ar. Entrega em domicílio (12h/23h30). Aberto em 2004.

 

O melhor para ir a dois

Hermengarda

 

Ambiente intimista: boas refeições em construção dos anos 40

O nome é uma homenagem à avó do chef-proprietário, Guilherme Melo. Com o sócio, Ronaldo Soares, ele executa um cardápio contemporâneo, que privilegia os ingredientes brasileiros em instigantes combinações. Como entrada, a lula grelhada recebe recheio de camarão, palmito e mussarela. Entre os pratos principais, um destaque é o cupim cozido em baixa temperatura em molho de laranja e café, além do filé de filhote grelhado com purê de batata-baroa e pasta de café, um prato sazonal que depende da disponibilidade do pescado, trazido do Pará. Funciona em uma casa da década de 40, e no quintal, sob uma jabuticabeira, uma mesa antiga de madeira (que pertenceu à avó de Guilherme) comporta doze pessoas. Na pequena varanda da casa, é possível se acomodar em mesas ao ar livre. O endereço intimista e acolhedor, que preserva os ares de uma casa de família, foi eleito pelo júri de VEJA Belo Horizonte o melhor lugar para ir a dois, num empate com o Pacífico Bar Café. $$$

Rua Outono, 314, Carmo Sion, (31) 3225-3268 (68 lugares). 19h/0h30 (sex. e sáb. até 1h30; dom. e feriados 12h/17h30; fecha seg.). Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. Couvert: R$ 12,00 (mesa de duas pessoas). (R$ 30,00 qui. a dom.) www.hermengarda.com.br. Aberto em 2007.

 

O melhor variado

A Favorita

 

Clima de bar: ambiente propício a experimentar os pratos do chef Robson Viana

O jovem chef Robson Viana arrisca experimentações e recorre a influências italianas, francesas e orientais para criar as receitas contemporâneas do concorrido endereço. O trabalho em conjunto, reforçado pelo talento do chef e proprietário Jorge Rattner, rendeu à casa, mais uma vez, o título de o melhor restaurante variado da cidade, de acordo com a votação dos jurados de VEJA Belo Horizonte. Uma das tendências seguidas pela dupla é a renovação constante, com a permanência de alguns pratos clássicos, como o risoto de camarões com tomate, manjericão e rúcula selvagem, campeão de vendas desde a inauguração da casa. A dica é seguir as sugestões diárias anotadas no quadro-negro, que, se bem-aceitas, acabam sendo incorporadas ao menu. Entre as ofertas do dia, com destaque para crustáceos como a cavaquinha e a lagosta, há massas produzidas na casa, risotos e sempre uma opção de carne. Do cardápio fixo, o chef sugere, como entrada, a salada de magret de pato defumado com manga caramelizada e rúcula selvagem com redução de vinho do Porto e balsâmico. A novidade é o polvo braseado com tomates, cebolas, purê de batatas e chouriço espanhol, que faz boa parceria com o vinho branco uruguaio Alvariño Bouza 2006. De sobremesa, torta mil-folhas de amêndoas com creme de mascarpone. Na varanda da casa – envidraçada e decorada com madeira, piso rústico e quadros de propagandas antigas –, o astral é de bar, com música ambiente e iluminação baixa. Lá o público prefere beliscar porções na companhia de vinhos e espumantes, como o Prosecco Terre Casonato, vendido em taça. Entre os petiscos, costela gratinada com polenta e espetinhos de frango ao molho de ervas, também indicados na lousa como sugestões do dia. $$$$

Rua Santa Catarina, 1235, Lourdes, (31) 3275-2352 (200 lugares). 12h/último cliente. Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. Couvert: R$ 14,00. Ar. Aberto em 1998.

 


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