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Home » Revista » Edição nº 202 » Comidinhas
01/10/2007Comidinhas
• A melhor cafeteria • O melhor pastel • O melhor doce • O melhor salgado • O melhor pão • O melhor sanduíche • Prêmio tradição • O melhor sorvete • O melhor pão de queijo • O melhor suco
Veja também • Conheça os jurados
• Quadro: Como eles votaram
Café Kahlúa
Saborosa variedade: sessenta receitas de café Uma viagem ao exterior inspirou Ruimar de Oliveira Junior a transformar o pequeno bar recém-adquirido pelo pai em uma cafeteria. Na época, há catorze anos, a cidade tinha poucas casas do gênero. As três pequenas mesas que compunham o ambiente ganharam mais espaço há pouco mais de quatro anos, quando o Café Kahlúa mudou de sede. A casa oferece sessenta receitas de café. Muitas delas são criadas pelas próprias atendentes, treinadas pelo barista Moisés Leal, de São Paulo. É o caso do café da alessandra, com paçoca, caramelo e leite (R$ 4,00), e do café da bruna, com açaí, guaraná, licor e leite (R$ 4,50). Também é possível levar para casa cafés especiais, como o Orfeu, do sul do estado. Feito com grãos variados, ele é achocolatado e tem aroma mais doce, com notas florais. A excelência de seus produtos e no preparo de suas receitas garantiu ao Kahlúa o título de melhor cafeteria da cidade, de acordo com o júri de VEJA Belo Horizonte. Além dos caprichados cafés, a casa tem um dos maiores umidificadores de charutos da cidade. Com capacidade para 200 caixas, abriga cubanos como o Cohiba (R$ 56,00 a unidade) e o Romeu e Julieta (R$ 20,00 a R$ 25,00 a unidade). Entre os nacionais, destaque para o Dona Flor, que custa entre R$ 12,00 e R$ 20,00 a unidade, e o Angelina, R$ 18,00 a unidade.
Rua dos Guajajaras, 416, centro,
3222-5887 ou 3224-8274. 8h/21h30 (seg. a sex.); e 9h/15h (sáb.). Cd.: R e V. T.: Cr, C, T e V.
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www.cafekahlua.com.br. Aberto em 1993.
Doces de Portugal
Sotaque lusitano: delícias com receitas portuguesas Quando a portuguesa Maria Fernanda Afonso chegou ao Brasil, há 32 anos, nunca havia quebrado um ovo. Estudante de engenharia química em seu país, ela despertou para a cozinha ao acompanhar uma conterrânea que aprendia a preparar os quitutes lusitanos. A amiga não seguiu no ramo, mas algum tempo depois Maria Fernanda montou seu primeiro empreendimento: uma barraca de doces portugueses na feira de antiguidades da Praça da Liberdade. Daí à primeira loja foi um pulo. Inaugurada há 21 anos, a Doces de Portugal fez fama na capital, tanto que o júri de VEJA Belo Horizonte considerou que é ali que se encontram os melhores doces da cidade. A casa serve doze tipos de quitutes típicos, sendo que os menos conhecidos se alternam no cardápio. Um dos que nunca podem sair do menu é o tradicional pastel de belém, assim chamado por causa da região em que foi criado, nos arredores de Lisboa. A massa folhada leva recheio de creme de gemas e natas e custa R$ 4,00. Seus similares criados no convento de Coimbra têm massa amanteigada com recheio de ovos moles, um tipo de doce de ovos. Outra opção é o ninho de ovos, caixinha de fios de ovos com doce de ovos dentro, por R$ 4,00. Há ainda o jesuíta (massa folhada com recheio de creme com doces de ovos e cobertura de suspiro), que custa R$ 4,80.
Rua Santa Rita Durão, 949, esquina com Rua Pernambuco, Savassi,
3261-5772. 10h/20h (seg. a sáb.); e 10h/19h (dom. e feriados). T.: Cr, C, T e V.
Entrega em domicílio. Aberto em 1988.
Casa Bonomi
Destaque: referência em boulangerie na capital Foi durante uma viagem à Bélgica que a então bailarina Paula Bonomi teve a inspiração para montar a casa que leva seu sobrenome. Paula dançava no Grupo Corpo e estava prestes a se aposentar quando deparou com a Le Pain Cotidien, que atualmente tem filiais em Paris e Nova York. Como não conhecia bem a arte da boulangerie, ela foi aprender e colocar a mão na massa, literalmente, em panificadoras tradicionais de São Paulo e de Paris. Com a experiência aliada à tática de tentativa e erro, Paula começou a produzir as iguarias que vende hoje na Casa Bonomi, que ganhou do júri de VEJA Belo Horizonte o título de melhor na sua especialidade e ainda arrebatou o prêmio especial Tradição. Oferece cerca de vinte tipos de pão e outras vinte variedades de brioche e folhado. O respeito ao tempo correto de fermentação é o segredo que garante sabor aos pães. Paula afirma que, ainda que faça concessões ao sabor final para agradar aos mineiros, a fermentação de cada tipo de pão segue as receitas originais. É o caso das novidades do cardápio: a baguete rústica, a de birra (com cerveja), a de granola, o pão de azeitonas, o de champanhe e o três estações (com avelã, nozes e amêndoas). Todos são vendidos por peso. A unidade da baguete rústica custa em torno de R$ 2,20. O quilo da ciabatta sai por R$ 14,20 e o da baguete francesa, mais tradicional, por R$ 10,00. A casa também serve sanduíches, como o de cordeiro com coalhada seca (R$ 18,00), e tartines, como a de truta defumada ou a de salame colonial com pasta de queijo Prima Donna. Para beber, oferece dez rótulos de vinho e sucos de frutas da época (R$ 3,50 a R$ 6,00), sem adição de água.
Rua Cláudio Manoel, 460 (esquina com Afonso Pena), Funcionários,
3261-3460. 8h/22h30 (ter. a dom.); e 12h/22h30 (seg.). Cc.: D, M e V. Cd.: R e V.
Aberto em 1996.
Verdemar
Sabor em massa: produção de 1 tonelada do quitute diariamente O pão de queijo do supermercado Verdemar foi eleito pelo quarto ano consecutivo o melhor da cidade pelo júri de VEJA Belo Horizonte. O segredo, segundo os produtores, é a generosa quantidade de queijo-de-minas utilizada na fabricação, que dá um sabor mais intenso ao quitute. Diariamente, é produzida 1 tonelada da iguaria. Ela é vendida assada (R$ 14,59 o quilo), congelada (R$ 3,45 o pacote) ou na versão para lanche (a unidade sai a R$ 1,10 sem recheio e R$ 2,00 recheada com frango ou tomate seco). Misto de supermercado, padaria e restaurante, o Verdemar oferece outros 18 000 produtos nacionais e importados. Uma pequena indústria interna fabrica cerca de 1 000 itens por dia, entre pães, doces, molhos e laticínios. Uma das novidades da casa é o grill onde são preparadas porções individuais de carnes que os clientes levam para casa em embalagem térmica. A loja ainda tem sushimen que preparam comida japonesa na hora. O Verdemar tem uma das mais amplas adegas da cidade. São mais de 1 000 rótulos de várias regiões, dos quais 150 vendidos exclusivamente pela casa. Na unidade do Buritis funciona uma pizzaria. São oferecidos 53 sabores de redonda, incluindo versões light e doces.
Avenida Nossa Senhora do Carmo, 1900, Sion,
2105-0101. 7h/22h (seg. a sáb.); e 7h/21h (dom. e fer.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Cr.: S, T e V. T.: C, V e Vale Alimentação.
Manobr. Ar.
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Avenida Professor Mário Werneck, 1500, Buritis,
3313-4223. 7h/22h (seg. a sáb.); e 7h/21h (dom. e feriados). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Cr.: S, T e V. T.: C, T e V.
Ar.
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Rua Viçosa, 572, São Pedro,
3296-7458. 6h/22h (seg. a sáb.); e 7h/21h (dom. e feriados). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Cr.: S, T e V. T.: C, T e V. Ar.
Aberto em 1991.
Pastelaria Marília de Dirceu
Iguaria campeã: oito anos sem sair do pódio Quem escolhe um dos doze sabores de pastel oferecidos na casa não imagina o planejamento realizado nos bastidores da produção dessa delícia. O zelo pelo pastel começa na seleção dos ingredientes. Massa e recheio são preparados na fábrica, na Pampulha, e vão até a loja em carros refrigerados. As carnes, logo após a fritura, passam por um processo de resfriamento que as livra de microorganismos. Dos fornecedores de queijo, exige-se laudo microbiológico mensal. O óleo em que os pastéis são fritos é feito de agropalma, livre de gordura trans. Outro segredo é o treinamento dos funcionários, realizado pessoalmente pela família Bahia, que comanda a casa. Para aprimorar a excelência do produto, as irmãs Andréa e Silvana cursaram faculdade de gastronomia. Todo esse esforço tem resultado: pela oitava vez a pastelaria Marília de Dirceu é eleita a melhor da cidade, de acordo com os votos do júri de VEJA Belo Horizonte. Destaque para a versão crocante, que leva parmesão na massa e é servida nos sabores espinafre com provolone, carne com azeitona e presunto com mussarela e orégano (R$ 1,70 a unidade). Entre os tradicionais, há dois tamanhos: grande (R$ 1,00) e coquetel (R$ 33,00 o cento ou R$ 0,33 a unidade). São oferecidos nas variedades carne, queijo, frango simples ou com catupiry, palmito, goiabada com catupiry, banana, napolitano, camarão e bacalhau. O de chocolate e o de morango, novidades do cardápio, são servidos apenas no tamanho pequeno.
Rua Marília de Dirceu, 70, Lourdes,
3335-2700. 8h/20h30 (seg. a sex.); 8h/20h (sáb.); e 10h/19h (dom.). T.: todos.
Entrega em domicílio. www.mariliadedirceu.com.br. Aberto em 1992.
Boca do Forno
Gostinho do interior: cardápio tem receitas típicas do Vale do Jequitinhonha As primeiras receitas do Boca do Forno foram resgatadas da época em que a família Miranda morava no município de Serro, no Vale do Jequitinhonha. A rosca rainha e o pão de queijo feitos com aquele esmero típico das quituteiras do interior de Minas agradaram aos paladares dos moradores da capital. Aos poucos, outras iguarias foram incluídas no cardápio da casa, conhecida pela qualidade dos seus salgados -- eleitos novamente pelo júri de VEJA Belo Horizonte os melhores da cidade. A rede tem catorze unidades na capital, todas administradas por primos da família Miranda. Eles se encontram semanalmente para grandes reuniões, que lembram um conselho, nas quais é garantida a semelhança entre os salgados e o ambiente de cada uma das filiais. A produção é homogeneizada por uma chef, que treina os funcionários. Mas o sucesso, garantem os proprietários, vem da diversidade e da produção diária de salgados, que estão sempre frescos. A lista dos quitutes preparados artesanalmente tem clássicos como a coxinha de frango com catupiry (R$ 2,80), o bolinho de aipim com camarão (R$ 3,50), a torta floresta negra (R$ 3,50 a fatia) e o brigadeiro de colher (R$ 2,20). Mas há receitas mais novas, como os seis sabores de empadas e coxinhas, como a de bacalhau com catupiry.
Avenida Augusto de Lima, 1600, Barro Preto,
3295 3414. 8h/22h30 (seg. a dom.). Cc.: M e V. Cd.: R e V. Cr.: S. T.: C, T e V.
Manobr.
Entrega em domicílio. Avenida Cônsul Cadar, 122, Lojas 13 e 28, Shopping São Bento, São Bento,
3296-8989. 8h/22h30 (seg. a dom.). Cc.: M e V. Cd.: R e V. Cr.: S. T.: C, T e V.
Manobr.
Entrega em domicílio. Avenida André Cavalcanti, 571, Gutierrez,
3334-6377. 8h/22h30 (seg. a dom.). Cc.: M e V. Cd.: R e V. Cr.: S. T.: C, T e V.
Manobr.
Entrega em domicílio. Mais onze endereços. www.bocadoforno.com.br. Aberto em 1974.
Eddie Fine Burgers
No capricho: cuidados especiais na preparação dos hambúrgueres Qual o segredo dos sanduíches eleitos pelo quinto ano consecutivo os melhores da cidade pelo júri de VEJA Belo Horizonte? Os proprietários da Eddie Fine Burger garantem que um dos detalhes que fazem a diferença é o extremo esmero na confecção dos hambúrgueres. Feitos de carne de primeira qualidade moída em pedaços maiores do que nas versões tradicionais, os hambúrgueres não levam conservantes e são preparados diariamente. Nas versões de picanha, peças inteiras são processadas sem a adição de outras carnes. As três unidades foram decoradas com peças publicitárias da década de 50 e têm inspiração nas antigas lanchonetes americanas. A de Lourdes vale a visita: está instalada em um casarão da década de 40 tombado pelo Patrimônio Histórico. O sanduíche mais tradicional da casa é o que leva seu nome. Presente em 70% dos pedidos, o eddie é montado com pão com gergelim, hambúrguer de 150 gramas, queijo cheddar, bacon, cebola caramelizada no molho barbecue e alface (R$ 15,70). Vale também experimentar o itália style (pão com gergelim, alface, tomate seco, molho de mostarda, mussarela de búfala e hambúrguer de 150 gramas), a R$ 16,10. Todos vêm com batatas fritas e a carne pode ser trocada por hambúrguer de picanha por mais R$ 2,50. Também há grelhados, como o bay side, um salmão servido com salada verde (folhas diversas, tomate-cereja, cenoura e palmito) ou caesar salad (alface americana, croûtons, lascas de parmesão e molho caesar), por R$ 22,30.
Avenida do Contorno, 6061, Pátio Savassi, lojas 139 e 140, Savassi,
3288-3857. 10h/1h (seg. a dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. T.: C, T e V.
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Entrega em domicílio. Rodovia BR-356, 3049, BH Shopping, loja NL44, Belvedere,
3286-7985. 10h/23h (seg. a dom.). Cc.: D, M e V. Cd.: M, R, C e V. T.: C, T e V.
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Entrega em domicílio. Rua da Bahia, 2652, Lourdes,
3282-4606. 12h/último cliente (dom. a qui.); e 12h/5h (sex. e sáb.). Cc.: D, M e V. Cd.: M, R, C e V. T.: C, T e V.
Manobr.
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Entrega em domicílio. www.eddieburguer.com.br. Aberto em 2002.
Easy Ice
Surpresa gelada: sabores exóticos fazem sucesso O mestre sorveteiro Frederico Scucato é especialista em surpreender com sabores pouco usuais que cria para os gelados. Sorvete de champanhe, de limão com alecrim e de caipirinha de morango são algumas das opções fabricadas pela Easy Ice, eleita pelo júri de VEJA Belo Horizonte a melhor da cidade na sua especialidade. Algumas dessas variedades excêntricas são feitas apenas por encomenda, outras podem ser provadas entre os 65 sabores que se revezam no bufê das lojas. É o caso do gelado de cappuccino e o de manjericão. Os mais pedidos são figo com nozes, palha italiana, chocolate suíço, choc-chip (chocolate suíço com pedaços de chocolate) e as versões de frutas e de iogurte com maracujá e iogurte com morango. A linha diet tem oito sabores fabricados sem açúcar, com destaque para o de tangerina e o Suflair. As dezoito variedades light, a maioria de frutas, são fabricadas com água e levam menos gordura e açúcar que as da receita tradicional.
Rua Professor Moraes, 476, loja 1, Funcionários,
3281-0861. 10h30/23h20 (seg. a sex. e dom.); e 10h30/0h (sáb.). Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. T.: Vr.
Entrega em domicílio. Mais seis endereços. www.easyice.com.br. Aberto em 1996.
Néctar da Serra
Invicto: dez vezes vencedor na especialidade Desde que VEJA Belo Horizonte instituiu o prêmio de o melhor suco, nenhum outro estabelecimento bateu a Néctar da Serra nesta especialidade. Com o título conquistado novamente nesta edição, a casa sagra-se a campeã de voto dos jurados por dez anos consecutivos. A Néctar oferece sessenta combinações de frutas, hortaliças e sorvetes, que surgem da harmonização de 35 ingredientes. Entre as frutas, há representantes tradicionais, como laranja, mamão, banana, goiaba e manga, e outros pouco usuais, caso da amora, graviola e cupuaçu. Hortaliças como hortelã, rúcula, couve e agrião e ingredientes como a clorofila e o sorvete podem ser combinados como o cliente preferir e adoçados com mel, leite condensado ou xarope de guaraná. Os sucos são servidos em taças de 400 mililitros. Os de frutas e hortaliças custam R$ 3,80. Destaque para o de abacaxi com hortelã e laranja e o de morango com abacaxi e laranja. As novidades são o de manga com maracujá, o de pitanga com abacaxi e o de mamão com framboesa. Outra sugestão é adicionar sorvete de creme ao suco de abacaxi com morango (R$ 4,50). O açaí também é muito procurado. Ele vem nas versões "para beber", que pode ser pura (R$ 4,60), com banana (R$ 4,80) ou banana, mel e granola (R$ 5,50), e "para comer", servido em um pote com banana e granola, de R$ 5,00 a R$ 6,80 (500 mililitros). O cardápio ainda lista sanduíches, crepes, risotos, saladas e grelhados.
Avenida Bandeirantes, 1839, Mangabeiras,
3281-1466. 8h/22h (seg. a dom.). Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. T.: C, T, V e Sodexho. Rua Santa Rita Durão, 929, Savassi,
3261-2969. 11h/23h (seg. a dom.). Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. T.: C, T e V.
Aberto em 1993.