Considerado o maior propagador da gastronomia paraense, o chef Paulo Martins estava havia três anos afastado de seu restaurante quando morreu, em setembro de 2010. Desde que adoeceu, o comando das caçarolas e o rigor no preparo das receitas foram assegurados por Daniela Martins, uma de suas filhas. "Devo tudo o que sei ao meu pai", credita a chef. Prova desse cuidado é a permanência da casa, ano após ano, entre as melhores cozinhas da capital. O reconhecimento, nesta edição, deve-se à boa execução de um dos pratos mais tradicionais da culinária local - o pato no tucupi. Toda semana, Daniela investe em cerca de vinte unidades da ave, trazidas sempre de Santa Catarina. As peças são cozidas a vácuo, numa cozinha industrial, junto a um caldo que mistura alho, sal, cachaça, alfavaca, chicória e tucupi. Na sequência, elas vão ao forno e partem para a mesa na companhia de arroz, farinha-d´água e jambu (R$ 43,00). Às quintas-feiras, o prato aparece no bufê montado no almoço (R$ 36,00 de segunda a sábado e R$ 40,00 no domingo). A long neck da cerveja Cerpa (R$ 4,50) é a sugestão para escoltar o prato. O mix paraense, em seguida, traz pequenas amostras de doce de cupuaçu, creme de bacuri e açaí com farinha-d´água e farinha de tapioca (R$ 14,00).
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