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28 de Maio de 2008Bares
* Preços coletados até maio de 2008
• O melhor boteco • A melhor música ao vivo • A melhor choperia • O melhor para dançar • A melhor happy hour • O melhor para ir a dois • O melhor fim de noite • O melhor para paquerar
Veja também • Conheça os jurados
• Quadro: Como eles votaramTaberna São Jorge
Retrô: bolinhos de feijão e outros petiscos em meio a objetos antigos Na decoração deste boteco, localizado numa charmosa esquina da Cidade Velha, muitos objetos e até afrescos no teto fazem referência a São Jorge. Devota do santo, a fotógrafa Walda Marques enche a casa com imagens de diversos tamanhos e presentes alusivos ao santo que ganha dos amigos. As paredes vermelhas exibem também quadros e fotografias, muitas clicadas por ela. Objetos de antiquário, como uma geladeira dos anos 50, dão ainda mais charme ao ambiente. Tudo realmente tem um toque da proprietária. Tanto que o bar é mais conhecido como o Bar da Walda. As receitas do cardápio também são assinadas pela fotógrafa. Muitas são baseadas na dupla de ingredientes mais famosa da cozinha brasileira: arroz e feijão. "A idéia foi sempre a de resgatar os cheiros e sabores da casa de nossas mães e avós", explica a dona. O mais novo petisco é a porção de bolinho de feijão, feito com farinha de mandioca e feijão-preto amassado. As chamadas marmitinhas, que também fazem bastante sucesso, aparecem em versões como o arroz de pato (risoto de pato ensopado com tucupi) e o mexido garagem (arroz, feijão, salada, ovo, batata e banana frita com carne-seca, picadinho ou carne assada). A casa serve várias marcas de cerveja long-neck, além de cachaças do interior de Minas Gerais. Nas terças-feiras, tem show de chorinho. O bar levou o título de melhor boteco e melhor lugar para petiscar da cidade, conferido pelo júri de VEJA Belém. Recentemente, a casa passou a funcionar também na hora do almoço.
Travessa Joaquim Távora, 438, esquina com a Rua Rodrigo dos Santos, Cidade Velha,
(91) 8146-4546. 11h/15h (ter. a sex. até 0h; sáb. 16h/0h; fecha dom.). Cc.: V. Cd.: V. Couvert art.: R$ 3,00 (ter.).
Aberto em 2005.
A melhor choperia
A melhor happy hourAmazon Beer
No fim de tarde: cinco tipos de cerveja, de diferentes teores alcoólicos A vista é para a Baía de Guajará e a localização, na charmosa Estação das Docas, um dos pontos turísticos mais famosos de Belém. Mas a estrela dessa casa é mesmo o chope de fabricação própria. Tanto que o bar recebeu pela quarta vez consecutiva o prêmio de melhor choperia da cidade, título conferido pelo júri de VEJA Belém. Levou ainda o título de melhor happy hour da capital paraense. São produzidos no local 30?000 litros da bebida por mês, num processo comandado pelo mestre cervejeiro Izair Traversin com a consultoria de Reynaldo Fogagnolli, que comandava a extinta Cervejaria Conti-nental, de São Paulo. Os cinco tipos de cerveja são feitos sem conservantes nem aditivos. A forest é do tipo pilsen tradicional. A river, mais encorpada, tem teor alcoólico de 4,5% a 5%. A black, como o nome indica, é a versão escura, elaborada com maltes torrados e aroma e amargo típicos de lúpulo. Duas outras opções são a de bacuri, com pronunciado aroma da fruta, e a red, com teor alcoólico de 5,5%. Para acompanhar as bebidas, a casa lista uma variada seleção de petiscos. O mais novo deles é o bolinho de pato (massa umedecida com tucupi temperado, pato confitado desfiado com jambu e tucupi). A lingüiça de metro artesanal recheada com queijo provolone está entre as mais vendidas. A casa sempre recebe visitas de turistas e também de freqüentadores assíduos de várias regiões da cidade. Mas é de segunda a quarta, das 18h30 às 20h, que a clientela da happy hour aparece em peso. Por um preço único, ela pode se servir à vontade de chope (forest, river e black) e do bufê de frios, salgados e caldos. Na quarta-feira é comum haver fila de espera. Aos sábados, chorinho ao vivo é a trilha sonora da feijoada. No restante da semana, a programação vai de MPB a jazz.
Estação das Docas – Boulevard Castilho França, galpão 1, Campina,
(91) 3212-5401. 17h/0h (qui. até 3h; sex. 16h/3h; sáb. e feriados 11h/último cliente; dom. 11h/0h). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Cr.: V. Couvert art.: R$ 2,50.
Ar.
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(R$ 40,00) Aberto em 2000.
Roxy Bar
Para depois da balada: há duas décadas servindo até altas horas Há duas décadas, o bar, que fica numa badalada esquina da cidade, é destino preferido dos casais para um jantar mais reservado ou daqueles que querem prolongar a noite depois de uma balada. Eleita pelo júri de VEJA Belém como o melhor fim de noite da cidade, pela segunda vez consecutiva, a casa se destaca pelo ambiente intimista, à meia-luz, e pela decoração temática. Nas paredes verdes, painéis e quadros fazem referência a personagens e a cenas clássicas do cinema, principalmente as imortalizadas por Marilyn Monroe e James Dean. Um telão em que são exibidos videoclipes complementa o clima de escurinho de cinema. No farto cardápio, os pratos, saladas e sanduíches têm nomes de estrelas de filmes e celebridades. A novidade é o prato charlton heston, com pedaços de filé refogado com ervas e coberto com camada de requeijão, acompanhado de batata palha e arroz piemontês. Há também o saddam hussein (filé alto, coberto por presunto e queijo, com arroz à piemontês, batatas francesas e farofa de ovo), que está há vinte anos no cardápio. A entrada mais pedida é a cat food gary cooper, que são bolinhos recheados de queijo derretido e presunto. Para sobremesa, a louis armstrong (bolo de chocolate com castanha, calda de chocolate amargo e sorvete de creme) está entre as favoritas. Das bebidas, a novidade é a caipirinha de saquê. Os dias mais movimentados são sexta e sábado, quando filas de espera são comuns.
Avenida Senador Lemos, 231, esquina com a Avenida Almirante Wandenkolk, Umarizal,
(91) 3224-4514. 19h30/1h (sex. e sáb. até último cliente; fecha seg.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Cr.: V. Ar.
Entrega em domicílio. Aberto em 1984.
Café Imaginário
Jazz, blues e MPB: shows de terça a sábado após as 23 horas Ao abrir a casa, nove anos atrás, o proprietário, José Augusto Simões, tinha a idéia de aliar as atrações de um pequeno centro cultural com um serviço de bar. E conseguiu: hoje, o lugar é reduto de artistas e admiradores da música instrumental. Artista plástico de formação, é ele quem comanda a programação da casa, que não é fixa, mas passeia sempre por estilos como jazz, blues e MPB. Os shows acontecem de terça a sábado a partir das 23h. Bandas conhecidas no cenário local, como o Cumbuca Jazz e o Jazzvairados, freqüentam o mesmo palco pelo qual passaram nomes conhecidos como Yamandu Costa e Ney Conceição. Cercado de janelões, o antigo casarão se torna também, de tempos em tempos, um lugar de exibição para curtas-metragens e para festivais de cinema da cidade. Da cozinha, a receita de pizza de jambu é quase um sinônimo do bar. Muito procurada como aperitivo, tem massa fina e crocante, com o recheio frito no alho e no óleo. O jambu, aliás, vem de uma plantação orgânica exclusiva. A novidade entre as redondas é a de pescada amarela com azeitonas pretas e tomate. Para beber, além das cervejas, as caipirinhas de frutas regionais fazem sucesso, como as de cupuaçu, taperebá e graviola. A casa foi eleita pelo júri de VEJA Belém como o melhor lugar para ouvir música ao vivo na cidade, pela segunda vez consecutiva.
Travessa Quintino Bocaiúva, 1086, esquina com a Rua Boaventura da Silva, Reduto,
(91) 3230-5235. 18h/3h (sex. e sáb. até o último cliente; fecha seg.). Cc.: M e V. Cd.: M, R e V. Couvert art.: R$ 3,00. Aberto em 1999.
O melhor para dançar
O melhor para ir a doisBoteco das Onze
Vista para a baía: cenário ideal para conversas íntimas Instalado na Casa das Onze Janelas, ponto turístico da cidade, o bar tem dois ambientes que chamam muito a atenção de quem os adentra. Paredes de pedra e achados arqueológicos, como louças e garrafas, encontrados durante as escavações do restauro, dão um ar rústico ao salão principal. Na área externa, há uma bela vista para a Baía de Guajará e para o Complexo Feliz Lusitânia. Visitar o local de dia e à noite leva a experiências bem distintas: durante o dia, as mesas ganham toalhas finas e o restaurante funciona a todo o vapor. A meia-luz do salão é um convite para um encontro mais reservado, a dois. Já à noite, a casa abriga uma happy hour badalada. A programação musical de segunda a domingo, que vai de MPB e jazz a pop e rock, anima a clientela, que, informalmente, empurra as cadeiras e dança ali mesmo no salão. Essas duas características foram reconhecidas pelo júri de VEJA Belém, que concedeu ao Boteco das Onze o título de melhor lugar da cidade para dançar e também para ir a dois. Outro ponto forte é a cozinha. O cardápio lista petiscos e também pratos refinados. As rodadas de salgados, servidas pelos garçons de tempos em tempos, fazem sucesso no fim de tarde. São quibes, coxinhas de caranguejo, enroladinhos de macaxeira com carne-de-sol, entre outros. Ainda entre os tira-gostos, o campeão de vendas é a casquinha de caranguejo com jambu. Para beber, a tangirosca (caipirosca nevada com suco concentrado de tangerina) faz sucesso. Já o chope é servido com colarinho alto e cremoso. Para quem quiser jantar, vale experimentar a moqueca mista, com peixe, camarão e caranguejo, que serve duas pessoas e é acompanhada de arroz e pirão.
Praça Frei Caetano Brandão, s/nº, Complexo Feliz Lusitânia, Cidade Velha,
(91) 3224-8599/3241-8255. 12h/último cliente (seg. a partir das 18h). Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. Couvert: R$ 5,50 (dom. a qua.) e R$ 7,50 (qui a sáb.). Ar.
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(sob consulta)
Aberto em 2003.
Ventura
No antigo casarão: flertes e troca de olhares em meio às mesas de madeira escura Mesas de madeira escura e azulejos nas cores azul e branca dão a atmosfera típica de um tradicional botequim à casa instalada num casarão de 1938. E foi mesmo essa a intenção dos primos Ricardo Souza, Paulo Mota e Alberto Jatene quando decidiram reformar o bar que funcionava ali havia anos e pertencia ao tio-avô deles, a quem chamavam de Léo. Foi assim que, no lugar do Bar do Léo, nasceu em dezembro de 2007 o Ventura. As paredes da casa ganharam capas de LPs antigos e um painel pintado a mão, que chama a atenção de quem entra. Além do ambiente, o manual do boteco clássico é seguido à risca na casa quando o assunto versa sobre cerveja gelada, música e comida. A fórmula atrai um variado público entre jovens e pessoas dos 40 aos 50 anos, que enchem a casa e procuram pelos shows, que acontecem de terça a domingo. As mesas na área externa, que dão vista para a movimentada esquina, ficam disputadíssimas na sexta e no sábado. Ali, a troca de olhares é intensa. Ricardo Souza arrisca uma explicação: "Diz o ditado popular que praia de paraense é a calçada", brinca. Os petiscos também são outro ponto forte da casa, a exemplo da costelinha suína ao molho picante com cebolas fritas e torradas e do pastel paraense recheado com tucupi, vendido por unidade ou em porção. O chope é servido em caldeireta e tamanho garotinho. Mas as cervejas de 600 mililitros fazem mais sucesso. Tanta badalação rendeu ao bar o título de melhor para paquerar, conferido pelo júri de VEJA Belém.
Rua Boaventura da Silva, 727, esquina com a Avenida Almirante Wandenkolk, Umarizal,
(91) 3224-1053. 17h/0h (qui. até 1h; sex. e sáb. até 3h; dom. até 23h; fecha seg.). Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. Couvert art.: R$ 3,00.
(R$ 60,00 – uísque)
Aberto em 2007.