"Um dos achados de Belém." É assim que o diário americano The New York Times se refere às tentações geladas oferecidas na mais tradicional sorveteria da cidade, heptacampeã desta categoria. Há 48 anos no mercado, a marca comandada pelo casal Armando e Ruth Laiun começou como um boteco. Para diversificar a clientela e agradar à esposa, Armando investiu na produção de picolés e sorvetes de massa. Hoje, a fábrica instalada na loja da Avenida José Malcher chega a distribuir diariamente 2 toneladas do produto para as treze lojas da rede, uma delas em Mosqueiro e outra em Salinas. A receita de sucesso combina creme de leite, leite em pó e frutas frescas. Mas o êxito repousa na boa exploração da variada gama de frutas regionais. Dos cinquenta sabores expostos no balcão, por exemplo, destacam-se os de araçá, bacaba, mangaba, murici e taperebá. O paraense, de açaí com farinha de tapioca, e o chamado maria izabel, que mistura cupuaçu, castanha-do-pará e flocos de chocolate, também aparecem entre os campeões de pedidos. Cada bola sai por R$ 3,50, enquanto os picolés variam de R$ 1,30 a R$ 1,90. O cardápio guarda ainda espaço para sucos como o de bacuri, servido em copo de 300 mililitros (R$ 5,50).
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