O vaivém de comerciantes de açaí nos portos da orla paraense começa na madrugada. Todos os dias, entre 4 e 7 da manhã, pontos de venda da Barca, da Conceição, de São Benedito e do mercado Ver-o-Peso são invadidos por negociantes em busca do fruto mais fresco. Há 27 anos no ramo, o casal Nelson e Andréa Tavares enfrenta a jornada diariamente. Ele, inclusive, vai sempre às 3h45 ao mercado Ver-o-Peso para assegurar o melhor produto. De fornecedores da Ilha das Onças, de Abaetetuba, no interior do estado, e do município de Ponta de Pedras, na Ilha de Marajó, Nelson garante suas habituais 140 latas, número que chega a dobrar de agosto a dezembro, o auge da melhor safra. Antes do ensacamento para venda, uma equipe de catorze funcionários uniformizados e munidos de máscara e luvas lava e prensa o fruto. Às 7h30 aparecem os primeiros clientes, que levam sacos com 1 litro de açaí para viagem, já que não existem mesinhas para prová-lo no local. Na consistência média, que se assemelha a um creme, o caldo custa R$ 12,00; a versão grossa, mais concentrada, sai por R$ 15,00. Para incrementá-los, há tapioca (R$ 1,50) e farinha-d'água (R$ 2,50).
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