Comidinha de rua é negócio sério em Belém. E, no que diz respeito ao tacacá, a sexagenária Maria do Carmo Pompeu dos Santos, que comanda uma pequena barraca instalada há 43 anos em frente ao tradicional Colégio Nazaré, tem status de instituição. Prova disso é que ela abocanha pela sétima vez consecutiva o prêmio de melhor da categoria. Do município de Acará, Maria do Carmo traz oitenta sacas semanais de mandioca-brava. Em sua residência, ela rala e prensa a macaxeira com o auxílio de quatro funcionários, num processo que resulta na extração do tucupi. O aromático caldo amarelo temperado com alho e chicória ganha a companhia de uma pitada de sal, uma colherada de pimenta-de-cheiro, uma concha de goma, um punhado de jambu fervido e uma porção de sete camarões graúdos e secos (R$ 9,00). Às sextas-feiras, ela prepara caruru (R$ 9,00) e, aos sábados e domingos, o vatapá (R$ 9,00) e a rosca de tapioca (R$ 2,50 a fatia). Vendido todos os dias, o bolo de macaxeira, oferecido como sobremesa, custa R$ 2,50.
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